sábado, 26 de janeiro de 2008

My dear Café Brûlot,

Antes de mais, minhas queridas, espero que a vossa viagem a Barcelona tenha corrido pelo melhor. Foi, com toda a certeza, uma óptima experiência e lamento não ter estado a vosso lado, pois sempre soube que o seria para mim também! Mas quando tomamos uma decisão, temos sempre que abdicar de alguma parte daquilo em que estamos a pensar, certo? A isto dá-se o nome de exclusão de partes, não é? Em todas as alturas somos obrigados a escolher caminhos e são eles que nos definem a vida, as experiências e a personalidade. E se não vos surpreendi, é bom sinal, sou coerente! Se bem que nem toda a coerência é boa!
Novembro, tenho gostado de ler os teus posts! Gosto de te ver assim, com esperança, mas sem ilusões! Mais "crescida", se o posso dizer! Que consigas tudo aquilo a que te propões, mas acima de tudo, que te sintas bem contigo própria, pois é a condição sine qua non para tudo o resto, mas sei agora que és capaz!
Já que não pertenço a nenhum partido político e não há nenhum assunto sobre o qual necessite de proclamar, argumentar, convencer, tipo Política Agrícola Comum, o Aborto ou o Acordo de Quioto, e já que é este o meu primeiro post em 2008 a.d., acho que o que se espera mesmo disto é balanços, previsões, expectativas e desejos!
2007 foi um ano de mudança e estou melhor do que nunca! Sinto-me bem, comigo e com a pessoa que está a meu lado. O amor chega a enjoar de se falar sobre ele, mas só quem o sente sabe como é bom de se pensar sobre ele. O amor não é só os beijinhos e, como ouvi no outro dia na rádio, "não amor desliga tu, não querida tu primeiro, ai que não consigo, vamos contar até 3"! Não é disto que falo! Falo de um amor que dá paz, conforto, tranquilidade e maturidade! Falo de um amor que afasta a solidão da ausência natural, de um amor que dá esperança, vontade e força! No fundo é toda uma forma de estar, na vida, que alguém teve a ideia de dar o nome de amor! Em 2008 será algo a manter e por tempo ilimitado.
No que respeita ao trabalho, queria estar melhor, mas não me vou propor a nada para 2008, tipo "mudar de emprego", porque se acontecer é porque aconteceu e foi para melhor, agora só para "mudar", não! Gosto muito de trabalhar e ter dinheiro para gastar!
Família... é mesmo preciso? Ok, tudo bem... ou, tudo mal? Chego a uma altura que não percebo bem se tenho que aguentar o que ouço porque tenho, ou porque quero! Entro em casa e sinto uma indefinição de mim, do meu espaço, do meu lugar. "É aqui que pertenço, é esta a minha casa?"... é a perda de toda e qualquer harmonia espiritual que eu sinta, que eu trago do meu mundo e tento transportar para dentro de casa. Às vezes cai de mim só ao limpar os pés no tapete da entrada. Em 2008, fazer planos de mudança! Família, mas fora disto, o meu sobrinho! Em 2008 continuar a acompanhá-lo, mais ainda se conseguir e se me deixarem! É uma peça fundamental na minha vida! Novembro, vais perceber! Sentir o calorzinho que eles emanam logo ao acordar, das bochechinhas e do corpo, e como se enroscam a nós e nos fazem sentir, a mim pela primeira vez, irmã mais velha; os sorrisos malandros e carinhosos ao mesmo tempo; os beijinhos e os abraços sentidos; as palavrinhas que saem enroladas que nem um crepe, mas que só nós percebemos! É um laço tão fantástico que se cria que nada parece poder fazer quebrar (nem mesmo os sapatos pisados, as tampas de cartão amolgadas pelos 14kg de carne fresquinha, os tlms atirados ao chão separados em 3: tampa / bateria / artefacto, milho espalhado por todo o chão do quarto, etc).
Os amigos... Quando digo esta palavra de facto vem-me a ideia do núcleo duro, como tu lhe chamas Novembro, que são e sempre serão os mesmos, nem mais, nem menos! São aquelas pessoas que te conhecem, que te acompanharam, que sabem quem és e como és, apesar de passar uma semana, duas, três ou até meses sem nos vermos! Acaba por ser normal que não nos vejamos todos os dias e sinto mesmo que é saudável! O sentimento está cá na mesma! De todos os outros ficam histórias, lembranças, memórias e referências!
Acho que contemplei quase tudo! Notei agora que não dediquei nenhuma parte ao "eu", mas o "eu" é tudo isto... Deixar só uma nota neste campo: definir e aperfeiçoar o estilo e não vacilar, que é o mais difícil!*j*t*

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Barcelona: uma página escrita a tinta permanente

Voltei há uma semana da cidade mais interesante que já conheci. As pessoas são magníficas e bonitas, em cada esquina existe algo interessante para ver. A cidade iluminada à noite cheira a zona história misturada com modernidade.

São vários os pontos altos. A "Capela Cistina", o bairro gótico, o Parque Guell... Conhecer o ambiente de um hostel foi uma experiência que quero mesmo repetir. Acho que na verdade nunca tinha estado com pessoas de outras nacionalidades desta forma, a partilha de espaço acaba por ser fundamental para a construção de relações.

Foi bom também entrar novamente na pele de quem me acompanhou, o que já não acontecia há algum tempo. Provisório, eu sei, mas bom na mesma; se pudesse controlar estas coisas escolhia a persistência. E também é uma forma de deixar que as pessoas voltem a conhecer a minha pele também. Assim tornar claro: a perda é bidireccional, não existem heróis nem pedestais, existem versões.

Parte II

Meus Deus, tanto tempo desde a Parte I! Vou tentar continuar a mesma ideia.
Trabalho e Amor estão já definidas.

Saúde/Beleza: Somos realmente pessoinhas fúteis, mas é assim e pronto. Tenho de conseguir, este ano, ir ao ginásio, atingir a meta de peso e estrutura a que me propus. Cara cházinha, olha que descobri um sítio onde a luz pulsada é muito mais barata :) Quero acabar este ano com a coluna direitinha, e sem barriga de bêbado!

Amigos e Família: Não estão necessáriamente no mesmo rol, mas vamos lá despachar isto. Dos amigos, devo dizer que dão muito sal e pimenta à vida, mas são poucos os que se mantém no dia-a-dia, e são esses que têm o maior peso, significado e influência; são estes aqueles que não quero e não vou perder. Sinto que apesar do núcleo duro estar definido, quero continuar a ter conversas novas com novas pessoas, sem expectativas. Família: Inês, vê lá se despachas isso que eu quero conhecer-te :) Para o resto: vejam se vão mas é ao psicólogo que isto assim é difícil manter a sanidade.

Pronto, e assim muito resumidamente aqui ficam os meus desejos para 2008. Que eu esteja cá em 2009 para fazer uma revisão a isto tudo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

2008

Novo ano, mesma vida.
As passagens de ano costumam ser bons pretextos para fechar velhos ciclos de vida e definir novos objectivos, para clarificar aquilo que nos faz falta cumprir.
Sendo assim, vou começar 2008 com uma viagem. Já o pensei, aqui o escrevo: para mim, uma hipótese imperdível de reatar laços, experimentar novas situações, criar momentos memoráveis e dignos de registo no livro da vida.
Amor: sim, sempre o amor, até enjoa; mas sim, o amor é uma peça gigante do puzzle. É altura de clarificar e tomar decisões, altura de talvez aceitar que quase nunca se têm certezas inabaláveis. Espero este ano conseguir dar um passo em frente, cortar o cordão umbilical e viver as experiências que anseio e temo ao mesmo tempo.
Trabalho: no fundo, continuar a evoluir, e concretizar aquilo que já decidi cumprir - ser uma boa profissional, conseguir tocar a vida das pessoas e fazer a diferença.
...(acabou o tempo, parte II em breve)