sábado, 19 de novembro de 2011

Vou só até ali e já venho...



Que é como quem diz, vou ali para a minha caminha a cheirar a lavadinho e volto p'raí Domingo à noite, só mesmo para ver a Pesagem Semanal do Peso Pesado, programa que não perco, pelo menos não as pesagens! Eu bem disse que ela andava aí e hoje não deixou margem para dúvidas: pensamentos (muito) parvos, tristeza repentina e sem razão aparente (esta teve graça, não teve?), uma ansiedade e desespero miudinho cá dentro e até já me cortei duas vezes (uma com uma lata de atum a caminho do Ecoponto e a outra com uma faca). Só já falta começar a ir de encontro às paredes, já que eu acho que quando estamos mais vulneráveis, estamos também menos alerta, digo eu! E nestes dias nada sabe ao mesmo que saberia se eu estivesse bem: nem o meu sagrado café com leite, nem as torradas a nadar em manteiga salgada, nem os raios de sol que espreitam por entre as nuvens, nem aquela roupa que é a nossa preferida, mas que nestes dias assenta que nem um XXL assenta num corpo XXS. Muitas vezes, quando analiso a minha vida, sinto que fiz tanta coisa mal feita: posso começar pelo curso que tirei, depois pelo emprego que me foi escolhido/imposto e que me cortou as asas por, pelo menos, 6 meses. Estes 6 meses transformaram-se em 6 anos e nesses 6 anos andei perdida no mundo do trabalho e só agora percebo que se calhar perdi tempo com ofertas de emprego enganosas, falsas e quem sabe até inesistentes, pois provavelmente não passam de empresas fantasma à procura de nada. Nesses 6 anos fui a algumas entrevistas e, olhando agora para cada uma delas, será que mostrei realmente quem eu era e o que era capaz? Ou será que foi preciso passarem 6 anos para conseguir mostrar o que sou? Ou será que alguma vez vou conseguir mostrar ou ser aquilo que eu acho que sou? Ao longo deste percurso comprei casa (outro erro) e "arranjei" um companheiro que faz companhia a tudo e a todos menos a mim! E podia continuar a esmiuçar a minha vida que ia encontrar outras coisas mal feitas. Só espero, aos 28 anos, estar ainda a tempo de poder consertar tudo isto e começar uma vida completamente nova e ser, isso sim, escandalosamente feliz!*j*t*

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Se calhar tem (mesmo) razão...

E diz-me o outro: "já percebi que você tem habilitações a mais para aquilo que nós oferecemos... ou seja, isto é pouco para o seu nível."

E eu, que nunca tinha pensado muito nisto, começo a acreditar que isto seja mesmo verdade. Mas se assim é, então quem é que quer nível, exigência e profissionalismo? Se calhar o que está a dar é ser assim mais para o ignorante. E ainda eu pensava que o era... mas não sou! Depois de ver o link abaixo, não, não sou! *j*t*

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A sério que queria...

Queria que houvesse qualquer coisa, vá, qualquer coisinha, que corresse mesmo como eu quero... mesmo!

Bom dia Depressão Outonal



Sim, acho que estou mesmo sob a influência maléfica da Depressão Outonal, essa malandra que conseguiu romper com a minha tentativa (infrutífera) de não a deixar entrar. Significa isto que a minha energia inesgotável, de há um mês, deu lugar a uma apatia, a um desespero e a uma vontade de desistir enormes. Cada vez mais acredito que temos um destino, que há algo que está escrito para nós, que temos um caminho já traçado! E cada vez mais acredito que no Mundo tudo está sujeito ás boas e más energias, como a Teoria da Borboleta, aquela inocente que deve falecer, para que algo aconteça do outro lado do Mundo! Sinto que não há nada que eu possa fazer para mudar a minha situação: se calhar porque ainda não morreu a borboleta que está destinada a mudar a minha vida. Sinto que tudo aquilo que faço se desvanece no ar e todas as buscas por um emprego melhor se perdem nesta rede virtual de contactos e emails. Até as palavras que saem da minha boca com um propósito, evaporam-se, e não há ninguém que as oiça (ou as queira ouvir). Talvez também eu não tenha assim tanto de interessante para dizer e isso comprove a minha teoria que estou a fazer o caminho inverso para a inteligência. Mas na verdade, a minha vontade interior de partilhar e continuar permanece; o me que deprime é o eterno retorno do vazio. É quase como ter um jardim, cheio de flores e sementes plantadas, mas, por mais que as regues e fales com elas, elas acabam sempre por murchar. Mas já sei o que vou fazer hoje: está um lindo dia de Outono e andam com certeza inúmeras borboletas por aí, alguma delas há-se ser a minha, não? *j*t*