sábado, 30 de junho de 2007

*Meu Amor...*

*Lembro, Meu Amor, o meu sorriso quando estava contigo.
*Recordo também, Meu Amor, a sintonia dos nossos pensamentos e a coincidência das nossas palavras.
*Sei exactamente como era, Meu Amor, a minha ansiedade quando estávamos para nos encontrar.
*Lembro perfeitamente, Meu Amor, a saudade que sentia de ti nos momentos imediatamente após nos separarmos.
*Sorria, Meu Amor, quando pensava nas nossas brincadeiras e memórias comuns, nos nossos desejos e planos futuros.
*Percebo agora, Meu Amor, que com a tua ausência afirmada a minha vida continuou sem grandes sobressaltos; é uma falta amena que me dói devagarinho, no dia a dia, e que por vezes, como agora, faz correr lágrimas de um calmo desespero dentro de mim.
*Tenho-me apercebido, Meu Amor, que o Amor pode ter várias formas, afectar várias pessoas e que no fundo é uma forma de vida, não podendo (não devendo) ser numerado e ordenado.
*Acima de tudo quero, Meu Amor, deixar o tempo passar, organizar-te dentro de mim, fora de mim e em tudo aquilo que me lembra de ti, acreditando que com o tempo vou conseguir esquecer a maior parte das coisas que me faz ainda pensar-te.
*Até sempre, Meu Amor.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Coisas boas

Jasmin Tea,

as tuas palavras deixam-me impotente, gostaria de te poder fazer sentir mais acompanhada e feliz. Sei que isso depende de outras pessoas, de outras circunstâncias, talvez de outros lugares. Talvez sejamos todos únicos, mas nem todos somos tão especiais como isso. O último capítulo foi encerrado, agora vives outro, talvez um monólogo de descoberta e de auto-valorização; quem sabe o que o próximo te trará?


segunda-feira, 11 de junho de 2007

andspringbroughtchaos(*)

Não é o medo da solidão, não!
Não é o estar sozinha quando até aqui estava acompanhada, não!
Não é o ter deixado de ser "alguém", não!
"É que os lugares acabam e as pessoas somem."
São os sentimentos que se transformam e ganham formas nunca antes imaginadas!
É a (pseudo)presença que se transforma em ausência pura.
É a serenidade interior revista e substituída pelo kaos!
Não é a simples e linear tristeza que me assola, não! Talvez essa nunca tenha existido...
É algo mais complexo, labiríntico até! Em que a náusea ganha lugar e prende os movimentos do cérebro!
São revoluções da mente e do corpo, não calculadas, espontâneas!
Vence o silêncio, a ausência, o afastamento, a perda...
.
.
"Dizia que ao chegar se olhares e não me vires
nada penses ou faças vai-te embora
eu não te faço falta e não tem sentido
esperares por quem talvez tenha morrido
ou nem sequer talvez tenha existido.", Muriel, Ruy Belo. *j*t*
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segunda-feira, 4 de junho de 2007

Time to be frustrated...

Ultimamente tenho andado um pouco afastada do mundo, os meus fins de semana apáticos, as noites solitárias e as palavras secas de conteúdo. Não Novembro, não é parvo sentires-te segura por ter alguém a teu lado (óbvio ou não), alguém que neste momento te apoia, te dá carinho e te ajuda quando precisas... Não, não é parvo! Eu compreendo o que queres dizer pois nos últimos tempos tenho-me sentido bastante sozinha (também não pelo óbvio) e até magoada pelas pessoas! Tenho sentido quão invisivel sou e tenho também sentido a enorme força que leva as pessoas a serem substituíveis. Pessoas únicas e especiais são substituídas por pessoas únicas e especiais... enfim! No fundo quase que acredito que cada pessoa só se tem mesmo a si!
" Deus nos dê sabedoria para descobrir aquilo que é certo, vontade para escolhê-lo e força para fazê-lo durar", Rei Artur, Lancelot.