Não é o medo da solidão, não!
Não é o estar sozinha quando até aqui estava acompanhada, não!
Não é o ter deixado de ser "alguém", não!
"É que os lugares acabam e as pessoas somem."
São os sentimentos que se transformam e ganham formas nunca antes imaginadas!
É a (pseudo)presença que se transforma em ausência pura.
É a serenidade interior revista e substituída pelo kaos!
Não é a simples e linear tristeza que me assola, não! Talvez essa nunca tenha existido...
É algo mais complexo, labiríntico até! Em que a náusea ganha lugar e prende os movimentos do cérebro!
São revoluções da mente e do corpo, não calculadas, espontâneas!
Vence o silêncio, a ausência, o afastamento, a perda...
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"Dizia que ao chegar se olhares e não me vires
nada penses ou faças vai-te embora
eu não te faço falta e não tem sentido
esperares por quem talvez tenha morrido
ou nem sequer talvez tenha existido.", Muriel, Ruy Belo. *j*t*
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