Nos últimos dias tenho pensado sobre a morte. Acho que estou a ganhar a conciência de que sou mortal, de que é uma realidade que um dia vou deixar de existir. è muito estranho para mim conceber isto. Como pode ser algo tão bizarro?
"Penso, logo existo"? Não: penso, logo sou mortal.
Fui ao meu primeiro velório/funeral no mês de Novembro, e com esta idade penso que é uma sorte. Mas ao mesmo tempo, viver agora esta experiência, também ela bizarra, faz com que esteja a processar a situação de uma forma menos conformada, mais crítica.
Acredito em Deus, acredito que de algum modo somos demasiado complexos para evaporar simplesmente. E penso naquela que se foi. A biologia e o seu reinado levaram a melhor. Penso com receio, por identificar uma situação pela qual vou passar: deitada num caixão, sem conciência de mim, pessoas que quase não conheço a atirarem terra fria para não me verem nnunca mais, e finalmente poderem seguir com as suas vidas.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Abraça-me!
Aproxima-se outra época do ano que me deixa deprimida e percebo agora que talvez todos os sintomas do "spm" não se devessem a esta dádiva da Natureza, como também à época natalícia que entra que nem uma "alavanche" pelas nossas casas, olhos, ouvidos, carteiras e tudo aquilo que tenha buraco, porque, se virem e ouvirem bem, ela está em todo o lado! Nas lojas, na rua, nas revistas, na rádio, na televisão, nas janelas das casas dos outros e talvez no meu quarto, onde já guardo religiosa e orgulhosamente a primeira prenda que comprei! Atenção, para os mais distraídos eu disse "outra época do ano", porque há a "outra", que é o mês dos meus anos, cuja depressão se inicia dia 1 e termina dia 17, vá, pronto!, se calhar ainda se estica até dia 18 ou 19... Depressão porquê? Talvez porque é uma época de pensarmos em nós, nos outros, aqueles de quem gostamos e a quem "temos que" oferecer qualquer coisa, simbólica ou não, e que, parecendo que não, fazemos umas quantas contas de somar e subtraír (mas principalmente dividir) para chegar finalmente à prenda para cada pessoa! E perguntam vocês, somar e subtraír o quê? Somamos as palavras bonitas, os gestos que nos emocionam quando estamos a sós, os carinhos, a atenção, o cuidado e a compreensão, subtraímos pelas desnecessárias e provocadoras chamadas de atenção, pelas palavras ráspidas, pela brutalidade do olhar, pela sensação de solidão que nos passam os gestos, frios e incalculados. Por fim, dividimos um pouco pela família mais próxima e damo-nos conta de que temos saldo negativo muito antes de chegar sequer à divisão! O próximo passo é começar novamente e ver onde falhámos! Se, não fazendo batota, continuar a dar negativo, o mais correcto é c*g*r nas contas e dedicar-me às letras, que foi no que sempre fui melhor!
Tenho-me sentido insegura! Por tantas coisas que passam por mim, pá!, uma pessoa não é de ferro! Julgo que às vezes só seria necessário abraço que me dissesse: "Obrigado por seres como és!", só para substituir o constante olhar que diz: "Desaparece-me da frente e vai ver-te ao espelho para veres a merda que és!"... (é que isto eu já faço, percebem?)...
Bom início de quadra natalícia para vocês e boas contas!*j*t*
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Síndrome Pré-Menstrual
Oh Novembro, a Fadinha mais actual de todas nós (mas por pouco mais tempo), nada me tira da cabeça que essa menina, que te põe/pôs os pelitos superiores em pé, não estava a sofrer mais do que de Síndrome Pré-Mentrual... Isn't that obvious?! Só mesmo uma pessoa a sofrer de forma paralela do mesmo mal para a compreender, entenda-se, eu! Aquele período acaba por ser um dos piores da vida de uma mulher, o que, se pensarmos a sério sobre isto, não é assim tão mau! Dura cerca de 4/5 dias, de mês a mês, mais coisa menos coisa, e depois passa! O grande problema no meio disto tudo é o quê? É que antes de ele acabar, acabamos nós com a vida, a nossa e a dos outros! Essa miúda, ops, desculpem, mulher, estava claramente a tentar terminar com a vida dela e a de todos naquela instituição! Ao que consta, parece haver mais gente por lá a ter sintomas de Síndrome Pré-Mentrual, mas isto também já não interessa!
O que é realmente importante, isso sim, é o curioso de tudo isto! Ele vem, devagarinho, instala-se, provoca uma dor miudinha, desconforto a determinados níveis e, quando pensamos controlá-lo, pimba!, lá está ele já impregnado nas nossas palavras, nos nossos actos, nos nossos pensamentos e em tudo aquilo que somos! É o horror! Assim como vem, também vai! Começamos a pensar mais claramente e menos impulsivamente (Nota.: Cada caso está sujeito a conferência). Verdades ou não, vemos coisas nunca antes vistas, pensamos coisas nunca antes pensadas e ouvimos coisas nunca antes ditas daquela forma. Posto isto, cabe-me afirmar que se "sofre" como nunca nos restantes 20 e tal dias do mês, julgo eu!
Li num outro blog, um post sobre o amor e seu ciclo de vida. E soube hoje uma coisa que também tem que ver com isto! Custa-me saber que o amor acaba, a paixão, a vontade, o desejo, o orgulho e a admiração, quando se começa de facto a conhecer o outro que insiste em estar a nosso lado! Bem, mas como o efeito "spm" está a passar, deixo para o mês que vem uma dissertação sobre isto! *j*t*
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Pára de chorar, miúda!
Este título podia ter várias interpretações profundas, metafóricas, abstractas... Mas não, neste momento significa "pára de chorar baba e ranho, miuda birrenta!".
Neste momento, todo o meu instinto maternal foi pelo cano, não sei se recupero antes dos 40, e aí talvez seja tarde de mais.
Estas criaturas cheias de baba, que fazem cócó num amarfanhado de algodão, não conseguem comer sozinhas, não lavam os dentes como deve ser, e gritam, gritam, gritam, e não se apercebem que os outros não são adivinhos, e que é necessário explicar o que se quer primeiro.
E depois crescem. E deixam de gritar tanto, mas passam a gritar com as mãos e com os pés.
E depois crescem. E passam a enfiar os dedos nas feridas dos outros , quando vêm que algo não está a correr bem; vêm os caminhos mais escuros, e não vêm os mais sinalizados.
É claro que hoje não estou com paciência, nem sequer com vontade. Devia ter ido para caixa do continente.
Neste momento, todo o meu instinto maternal foi pelo cano, não sei se recupero antes dos 40, e aí talvez seja tarde de mais.
Estas criaturas cheias de baba, que fazem cócó num amarfanhado de algodão, não conseguem comer sozinhas, não lavam os dentes como deve ser, e gritam, gritam, gritam, e não se apercebem que os outros não são adivinhos, e que é necessário explicar o que se quer primeiro.
E depois crescem. E deixam de gritar tanto, mas passam a gritar com as mãos e com os pés.
E depois crescem. E passam a enfiar os dedos nas feridas dos outros , quando vêm que algo não está a correr bem; vêm os caminhos mais escuros, e não vêm os mais sinalizados.
É claro que hoje não estou com paciência, nem sequer com vontade. Devia ter ido para caixa do continente.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
A vida cansa... II (Os heterónimos, os outros e eu)
Tenho tido picos de felicidade nestes meus dias de vida e não sabem como tudo isto me preenche. Àparte todos os problemas claro, que têm marcado os meus últimos dias. Depois de tudo, acaba por fim ficar o tal medo da vida que já aqui vos falei. Medo que surge na nossa cabeça? Não sei... Mas que ele aqui anda, anda!
Não sei se isto já vos aconteceu, mas por vezes sinto que não sou eu que circulo por aí, pelos caminhos, pela rua, como queiram. Sinto que não sou eu que me sento dentro do carro e conduzo, não sou eu que entro dentro da banheira e tomo banho, não sou eu que me levanto de manhã, calço os chinelos e me dirijo para fora do quarto... Enfim, simplesmente sinto que não sou eu... É como se tudo me passasse ao lado, a vida e os outros. Sinto que não agarro as coisas, que não as sinto nem vejo, eu plano sobre elas! É como pisar a neve e não deixar marcas, como canta o outro! Quando penso claramente sobre isto, creio ser por causa da falta de tempo, ou melhor, por tudo correr tão depressa! É a correria da manhã à noite, altura em que me preparo para a manhã novamente!
Hoje sinto-me particularmente triste, ao contrário do que sentia de manhã! Sem razões aparentes, acreditem! Tirando as saudades que sinto do meu cão, que me fazem ouvi-lo e sentir a sua presença, já que ainda não me habituei à ideia de que ele não existe mais! Tirando também os outros, os mesmos de sempre, que me fazem sentir mal pelas minhas decisões, actos, pensamentos, résteas de personalidade que vão exalando dos meus poros... Quando tudo corre pelo melhor, pelo melhor na sua maneira de ver, somos os melhores seres do mundo! É pena que depois se venha a verificar que tudo isto é tão efémero, tão frágil de conteúdo e tão rápido na mudança! Mas pronto, tudo continua, a vida continua!
Vou então concentrar-me em mim e naquilo que os possíveis heterónimos têm para me dizer! Quem sabe se não são mais inteligentes que eu e me ensinam qualquer coisa? Nunca se sabe!*j*t*
sábado, 13 de outubro de 2007
26 de Julho de 1997 - 12 de Outubro de 2007
Seria curioso se tivéssemos que escolher uma declaração para colocar nas lápides para um qualquer animal de estimação... E se calhar até temos, pois descobri neste dia 12 de Outubro que há um cemitério para animais no Jardim Zoológico de Lisboa. Assim sendo, e como não tive essa possibilidade, decidi escrever e publicar online uma possível declaração para o meu cão L., que tão bem vocês conheceram.
Só quem tem, ou teve, animais de estimação, e perdoem-me aqueles que se sentem ofendidos, percebe a dor que se sente quando se perde "um dos seus". Por incrível que pareça, é uma dor semelhante à da perda de uma pessoa querida. É um lugar que fica por preencher, que nada nem ninguém consegue completar; é um olhar que falta; é um carinho que não existe; é uma palavra que não se diz; e é uma alegria que não se sente que tão bem ele sabia demonstrar. Mas como o sofrimento não tem qualquer justificação, principalmente o sofrimento físico, estive com ele até ao fim, assim como desde o início. *j*t*
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
A vida cansa...
Ajudem-me, fadinhas, companheiras de café, a apurar a verdade das coisas... Por vezes sinto uma necessidade imensa de alguém que me ajude a pensar, que me guie o caminho, que tome decisões por mim... pode parecer ridículo, mas é verdade, juro que o sinto! Também eu por vezes me sinto adolescente, "infantil até", noutras. A última semana, por exemplo, tem-me ajudado a sentir mal neste campo. Tenho-me sentido imatura, mal preparada para o mundo, inexperiente nalgumas coisas, mas, acima de tudo, mal conhecedora da vida em concreto, daquilo que a faz rolar continuamente, dia após dia. É um trabalho diário que tenho sentido, com uma carga psicológica, para mim, muito pesada. Nada que não se ultrapasse, é claro! Aliás, estar agora a falar sobre isso, já ajuda bastante!
A vida cansa... sim, cansa-me e muito! Confesso que ás vezes não tenho paciência para a vida... não porque me sinta triste ou apática, não. Simplesmente porque me sinto cansada dos pormenores que fazem daquela uma aventura diária, das regras que não devemos/podemos esquecer, a etiqueta, a ética, o bem, o mal, o respeito, o Outro, os direitos, os deveres, ... Como alguém me disse há pouco tempo, "se em cada dia passassem 10", ou seja, se por cada dia que passasse, expirassem 10. Não que eu não sinta a prazer do dia-a-dia, nem que tenha pressa de viver, mas por vezes dava jeito que as coisas corressem mais depressa (sim, ainda mais depressa). Acho que é só mesmo pela minha falta de paciência...
Nunca tive coragem de o dizer, mas penso muitas vezes que gostaria de já ter vivido tudo, de estar no fim da vida e ver como tudo aconteceu, como decorreu a minha vida, que erros cometi, que "sortes" tive, que amor, que amigos, que inimigos, que surpresas e que desilusões. Este é só mais um pensamento como tantos outros que tenho quando sinto medo da vida. Sim, é isto, tenho falta de paciência para as "miudezas" e medo daquilo que elas me podem fazer! Ás vezes são os pequenos erros que nos atrasam o caminho e nos provocam o sofrimento. Que fazer com o desprezo dos outros, quando o que queremos é atenção? Que fazer com o medo dos outros, da nossa doença, quando o que precisamos é de cuidado? Que fazer com o silêncio, quando o que queremos é dar uso a um dos nossos preciosos cinco sentidos, a audição (especialmente se for para ouvir coisas bonitas)? Lá temos nós que abrir a nossa maleta de primeiros socorros sentimentais, (que existe em cada um de nós, claro está!) e sacar de lá de dentro um pouco de betadine da compreensão, colocar uma comprensa de paciência e colocar por fim um daqueles pensos impermeáveis, para não deixar entrar nem um bocadinho de rancor, ou estragaríamos qualquer tentativa de cicatrização!
Eu acredito que tudo isto não passa de um desejo incontrolável de ser feliz e, como a Novembro tão bem disse, "fazer-me feliz".
Não deixem, por favor, passar muito tempo até ao próximo café. Quando passarem à porta, não hesitem, entrem!
Meninas, um beijinho!*j*t*
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Primeiro dia do resto da minha vida (vida activa, claro!)
Caríssimas companheiras de tasca,
hoje encontro-me neste espaço de partilha com mais uma migalha do pão. Hoje não vou escrever apenas sobre sentimentos, mas também sobre acontecimentos que agitam o mar da minha banheira :)
Recebi hoje quatro crianças, no sítio que vocês já sabem. As emoções que sinto são muitas, e diversas. Sinto orgulho por ter escolhido este caminho, felicidade por ver sorrisos que pessoas de outras profissões nem sonham existir ... Mas ao mesmo tempo sinto alguma impotência, medo, nervosismo.
"É tudo normal". Mas eu quero fazer o melhor, não sei se sou capaz. Sei que vou tentar. E o pior é que tenho a certeza que ainda vou cometer erros crassos.
Na minha vida pessoal, as coisas também seguem o seu próprio caminho. Quero muito reconhecer as coisas boas, ser mais optimista, fazer-me feliz. É difícil ser adulta, agir como adulta e pensar como adulta: sinto-me ainda adolescente, as vezes mesmo infantil.
Até ao próximo café*
hoje encontro-me neste espaço de partilha com mais uma migalha do pão. Hoje não vou escrever apenas sobre sentimentos, mas também sobre acontecimentos que agitam o mar da minha banheira :)
Recebi hoje quatro crianças, no sítio que vocês já sabem. As emoções que sinto são muitas, e diversas. Sinto orgulho por ter escolhido este caminho, felicidade por ver sorrisos que pessoas de outras profissões nem sonham existir ... Mas ao mesmo tempo sinto alguma impotência, medo, nervosismo.
"É tudo normal". Mas eu quero fazer o melhor, não sei se sou capaz. Sei que vou tentar. E o pior é que tenho a certeza que ainda vou cometer erros crassos.
Na minha vida pessoal, as coisas também seguem o seu próprio caminho. Quero muito reconhecer as coisas boas, ser mais optimista, fazer-me feliz. É difícil ser adulta, agir como adulta e pensar como adulta: sinto-me ainda adolescente, as vezes mesmo infantil.
Até ao próximo café*
domingo, 16 de setembro de 2007
É incrível o que poderíamos fazer, se não tivessemos que nos olhar ao espelho...
O nosso espelho e os dos outros! E quando digo espelho, poderia dizer consciência, que seria exactamente a mesma coisa... A nossa consciência das coisas, dos nossos actos, que nos limitam até mais não, que nos limitam e obstruem a vida... A consciência é como aquelas pedras num curso de um rio, que o faz desviar-se e criar pequenas ondinhas de luz, que, apesar de criar um efeito bonito, não permitem à água correr livremente, obrigando-a a um esforço maior do que o realmente necessário. Se por instantes conseguíssemos REALMENTE fugir dos olhos e dos pensamentos dos outros, com os seus desvios mentais e julgamentos! Talvez conseguímos ser mesmo nós, quem sabe? Talvez todos ganhássemos qualquer coisa com a inexistência desses espelhos móveis que nos perseguem, que nos acompanham, para onde quer que vamos e onde quer que estejamos. Mas todos nós também temos um bocadinho de culpa, em nos preocuparmos demasiado com eles. Eu faço por não me preocupar muito, a não ser quando sei que esses mesmos espelhos prometem magoar quem gosto! Aliás, sem ser por isso, sou eu em quase todos os momentos da vida. Sou tanto eu que por vezes até me assusto... Se por momentos desiludo alguém por aquilo que prometi ser, não tenho por onde fugir, for that was really me! O que acontece a seguir? Olha, prepara-te para a m/perda (estou na dúvida com a letra)! Mas e há maneira de conseguirmos não magoar o outro? Não... "Dizer o que é melhor de ouvir(*1)" nem sempre se consegue. E se não consegues dar mais, olha, paciência!
"If you have been rejected many times in your life, then one more rejection isn't going to make much difference. (...) Rejections are part of everyday life. Don't let them bother you. Keep reaching out to others. (...) Count the positive responses and forget about the rejections(*2)".*j*t*
.
(*1) Ornatos Violeta.
(*2) Meeting people is easy, Radiohead.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Cinzento: entre o escrutínio e a inconsciência
Entre o branco e o preto há uma distância considerável: o cinzento. Tem recantos, caminhos, labirintos e clareiras.
A moderação e a ponderação serão pretextos dos fracos, ou estratégias lúcidas de adaptação aos estímulos e mudanças?Se o branco nos fere, devemos deixar que o preto nos engula?
Não existem promessas de conforto no extremo.
Quando se bate no fundo é útil trazer uma pedra para não deixar morrer a lembrança de um sítio onde não se quer regressar. O desafio maior acaba por ser reunir a coragem de escolher a tonalidade de cinzento pessoal.
A moderação e a ponderação serão pretextos dos fracos, ou estratégias lúcidas de adaptação aos estímulos e mudanças?Se o branco nos fere, devemos deixar que o preto nos engula?
Não existem promessas de conforto no extremo.
Quando se bate no fundo é útil trazer uma pedra para não deixar morrer a lembrança de um sítio onde não se quer regressar. O desafio maior acaba por ser reunir a coragem de escolher a tonalidade de cinzento pessoal.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Resiliência (do latim.: resiliens)
Fadinhas,Não sei se respondo de forma árdua (mas carinhosa) à Kaloria, se aproveito para "parabenizar" outra vez a Cravings, se ofendo (secretamente) a Novembro pelo que me fez andar ontem quando tinha um vinho Casal Garcia, fresquinho, saboroso, à minha frente num Restaurante Italiano muito agradável em plena Lx ou se começo pelo termo novo da Psicologia que aprendi hoje e quero partilhar com vosotras.: resiliência. Confusa, ãh?! Mas acho que escolhi, a priori, a ordem das coisas!
Kaloria, pois é, onde estava eu quando todos vocês precisavam de mim...? Espero que esta tenha sido uma pergunta "a brincar"... Mas em relação às melgas, epa, lamento, seria a primeira a fugir! Elas adoram-me!! Em relação a todas as outras ameaças a que foram sujeitos os meus queridos amigos, também não teria sido muito útil! Foi bom saber que toda(o)s vocês estão de acordo com a Kaloria, pois significa que faço diferença para vocês, ainda que, como é óbvio, o fim-de-semana tenha sido "passável" sem a minha presença. Ainda hoje lembro o nosso amigo comum T. quando me disse, indignado como tu, Kaloria, "sem a M. todos perdemos". Sabe bem, sabe bem... Obrigada a todos vocês pela vossa tristeza! As razões foram puramente de saúde, pois tudo o resto seria ultrapassável se esta última estivesse a 90% (já nem digo 100%, pois o eczema dos pés não seria impeditivo!).
Cravings, muitos parabéns outra vez! 24 aninhos não se fazem todos os anos ("Boa J.T.!", dizem todas em uníssono). Aproveito para te agradecer o "diz curso" (é assim, não é?!) sobre mim, sobre ser especial... Obrigada! Dito publicamente tem outro sentido! Eu hoje estou um bocadinho nostálgica, acho que porque não "fazia amizade" com vocês todos há tanto tempo (sim Kaloria, já sei! Tivesse ido ao acampamento! Todas nós sabemos como consegues ser insistente, especialmente com uns copitos de Casal Garcia, não concordas Novembro?!). Só tenho pena, Cravings, da falta de tempo e dedicação ultimamente! Mas se calhar é normal, quero eu crer! O que conta mesmo é o nos fica cá dentro! E soube ontem que tudo permanece!
Novembro, ai ai ai! Pois é! Por enquanto fica em segredo, ãh?! Mas não mo faças mais vez nenhuma, hein? Lá porque o eczema dos pés só representa 10% da minha falta de saúde, não mata, mas mói, ora! Mas pronto, tudo o resto que fazes e dizes compensa qualquer dorzita ou comichãozita da p*rr* desta maleita dermatológica!
And last, but not least, a resiliência! Tomei conhecimento do conceito através da mesma senhora, de nome Lidia Weber, que mencionei no último post! Aquele novo termo da Psicologia trata-se do processo por que passa o ser humano para se adaptar a traumas, ameaças e/ou stress. Ou seja, é o retomar da nossa forma original, depois de algum acontecimento traumático! É o voltar a nós, mais ricos interiormente, recuperados do mal que nos fez sofrer. E tudo isto para quê? Para dizer, com algum orgulho, que sou uma resiliente! É o andar, tropeçar, cair, olhar a ferida, sentarmo-nos, tratar dela, esperar, aguentar a dor e, por fim, levantar. Sozinhos ou com a ajuda de alguém. Estaremos com certeza coxos por uns tempos, com alguma dor, até! Mas com o tempo um novo andar começará a surgir! Passos cada vez mais seguros, mas não descuidados! Pelo contrário, passos seguros e com a noção das arestas que as desleais calçadas têm por limar (malditos calceteiros do tod'ó mundo). E a senhora, psicóloga clínica diga-se, termina: "Afinal, o importante não é ser forte, mas ser flexível!".
Meninas, estes e outros pensamentos, parvoíces e/ou lamechices num próximo post meu ou então em www.quandoéquevamosaodocssematretadoahquenãoéomeutipodemusica.com/pt
Beijinhos..*j*t*
Foto.: Internet
terça-feira, 14 de agosto de 2007
É UM ESCANDÂLO!!!
Vou começar por exprimir a minha profunda "indignação"
Ora bem ...eu quero saber porque é que uma certa e determinada menina não foi a um certo e determinado sitio..sim sim sim...ès mesmo tu, aquela que costuma escrever a cor-de-rosa...Primeiro iamos morrendo por diversas vezes (sim pk nós temos várias vidas somos como os gatos) pk iamos no carro de um INICIADO e od é que tavas tu para nos SALVAR, han???(lol)...e aie meu deus é tao bom tar a aqui a postar um comentário (nem acredito)....depois como é que tu foste capaz de nos abandonar....tivemos que nos esconder de um batalhão de melgas sugadoras (tavam verdadeiramente POSSUIDAS as BICHAS) passar por uma montanha de silvas e o melhor de tudo qd tomavamos banho..pk somos normais e tomamos banho despedidos apercebemo-nos que dava pa ver tudo de chuveiro pa chuveiro..um verdadeiro escandalo...mas o interessante é que como nós próprias não somos equilibradas (a novembro até é um bocado mais, mas nao interessa, ganha a maioria) tb o que está à nossa volta não é deveras equilibrado..ora tomavamos banho de água fria ora pessoas como a NOVEMBRO decidem ir mexer lá numa merdinha e pôr uma ceninha a 70 graus ora lá está que ora a agua estava demasiadamente fria ou a escaldar, água morna foi algo RARO....mas bom bom foi qd chegámos à praia..realmente agr percebo..o pessoal ta td frito...e o que fizemos na praia???deitamo-nos na toalha, bronzeamos-nos e demos uns mergulhos...CLARO QUE NAO...resolvemos jogar ao twister cm toalhas de banho, jogar ao senhor doutor e tivemos protagonismo na praia qd decidimos fazer uma performance...fizemos um persépio humano versão Biquini....
O que vou guardar deste acampamento..neste momento sem dúvida as GRDs babas que tenho espalhadas por todo o meu corpo e os arranhoes nas pernas...o que vou recordar cm nostalgia é sem duvida o grupo dos "AMARRA O CARDAÇO CRU"...
FOI EXCELENTE
*****************************ADOREI*************************************
GOSTO MUITO DE VCS TODAS
BEIJO GRD PA TDS em especial pa uma que faz hj anos;)
P.s- pa mais pekinita do grupo um grd xi coração e pa proxima nao nos abandones;)...e pa novembro beijinhos grds outra vez;)
Ora bem ...eu quero saber porque é que uma certa e determinada menina não foi a um certo e determinado sitio..sim sim sim...ès mesmo tu, aquela que costuma escrever a cor-de-rosa...Primeiro iamos morrendo por diversas vezes (sim pk nós temos várias vidas somos como os gatos) pk iamos no carro de um INICIADO e od é que tavas tu para nos SALVAR, han???(lol)...e aie meu deus é tao bom tar a aqui a postar um comentário (nem acredito)....depois como é que tu foste capaz de nos abandonar....tivemos que nos esconder de um batalhão de melgas sugadoras (tavam verdadeiramente POSSUIDAS as BICHAS) passar por uma montanha de silvas e o melhor de tudo qd tomavamos banho..pk somos normais e tomamos banho despedidos apercebemo-nos que dava pa ver tudo de chuveiro pa chuveiro..um verdadeiro escandalo...mas o interessante é que como nós próprias não somos equilibradas (a novembro até é um bocado mais, mas nao interessa, ganha a maioria) tb o que está à nossa volta não é deveras equilibrado..ora tomavamos banho de água fria ora pessoas como a NOVEMBRO decidem ir mexer lá numa merdinha e pôr uma ceninha a 70 graus ora lá está que ora a agua estava demasiadamente fria ou a escaldar, água morna foi algo RARO....mas bom bom foi qd chegámos à praia..realmente agr percebo..o pessoal ta td frito...e o que fizemos na praia???deitamo-nos na toalha, bronzeamos-nos e demos uns mergulhos...CLARO QUE NAO...resolvemos jogar ao twister cm toalhas de banho, jogar ao senhor doutor e tivemos protagonismo na praia qd decidimos fazer uma performance...fizemos um persépio humano versão Biquini....
O que vou guardar deste acampamento..neste momento sem dúvida as GRDs babas que tenho espalhadas por todo o meu corpo e os arranhoes nas pernas...o que vou recordar cm nostalgia é sem duvida o grupo dos "AMARRA O CARDAÇO CRU"...
FOI EXCELENTE
*****************************ADOREI*************************************
GOSTO MUITO DE VCS TODAS
BEIJO GRD PA TDS em especial pa uma que faz hj anos;)
P.s- pa mais pekinita do grupo um grd xi coração e pa proxima nao nos abandones;)...e pa novembro beijinhos grds outra vez;)
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
O meu Pipi
O meu pipi está uma lástima. Isto nem seria um bom tema para o blog, mas é o meu maior problema neste momento, e desculpem lá, mas isto é um espaço de desabafo, e hoje apetece-me desabafar sobre o meu pipi!
Amigas, existem uma merda qualquer chamada candidíase, que consiste numa comichão e vermelhidão de bradar aos céus. Isto não é nada bom, principalmente para quem passa o dia em reuniões ou entrevistas de selecção de pessoal! AHHHHHHHHHHHHHHH!
E pronto. Era mais ou menos isto.
E claro, também há o facto de ter começado a trabalhar na minha àrea há quinze dias. Estou a gostar imenso, é um desafio enorme, e há-de ser muito gratificante quando virmos tudo concretizar-se no dia da abertura.
Às desaparecidas queria dizer que voces realmente não prestam para nada, isto não se admite, paletes de amizade em tão bom estado e vocês não aproveitam. Ai ai. Belo chazinho, assim é que é!
Amigas, existem uma merda qualquer chamada candidíase, que consiste numa comichão e vermelhidão de bradar aos céus. Isto não é nada bom, principalmente para quem passa o dia em reuniões ou entrevistas de selecção de pessoal! AHHHHHHHHHHHHHHH!
E pronto. Era mais ou menos isto.
E claro, também há o facto de ter começado a trabalhar na minha àrea há quinze dias. Estou a gostar imenso, é um desafio enorme, e há-de ser muito gratificante quando virmos tudo concretizar-se no dia da abertura.
Às desaparecidas queria dizer que voces realmente não prestam para nada, isto não se admite, paletes de amizade em tão bom estado e vocês não aproveitam. Ai ai. Belo chazinho, assim é que é!
domingo, 29 de julho de 2007
Slow rebirth
Sim, indeed, hoje é o dia da hibernação! Mas apeteceu-me, uma vez mais, vir até aqui, onde ninguém ouve, onde ninguém julga, onde ninguém questiona e onde ninguém interrompe! Aliás, é com alguma tristeza que vejo o blog "impestado" de violeta, mas, amigas, eu gosto de vir até cá! E ultimamente leio, releio e (re)releio as coisas que escrevo! Faz-me pensar coisas novas!
A minha vida está diferente, eu estou diferente! Todos nós estamos em constante mudança, uns mais rápido que outros, uns mais conscientes que outros e há outros ainda que, nunca sabendo ao certo o que são, vão sendo, mudando ou não, já que nunca ninguém se apercebe de nada, porque nunca ninguém os compreende de facto!
Num dia não muito longe daqui, enquanto aguardava ouvir o meu nome [Sem Maiúsculas] pelo velho projector do consultório médico, dediquei-me à leitura de uma daquelas revistas que estão numa pilha em cima de uma qualquer mesa, de Novembro de 2006 (podia ter sido pior). Lá encontrei, curiosamente, um artigo com uma frase que quero partilhar com vocês:
"Nos rompimentos amorosos não sofremos pela perda da pessoa, mas pela perda da vida que imáginavamos ter."(1)
Não podia ser mais verdade o que escreveu esta senhora, que até escreve umas coisas com sentido! Se vocês têm seguido com alguma (não muita) atenção o que tenho escrito ao longo do tempo, têm provavelmente percebido a minha relação cada vez mais distante com o passado, que me aparece como "flashes", amiúde, para me aperceber daquilo que ganhei por ter desistido dele, aquele passado sem futuro! Quero dizer-vos que não são as pessoas que fazem o amor, não são as pessoas que fazem a felicidade, não são as pessoas que fazem a vida... Tudo isto vai acontecendo ao longo do tempo, dentro de nós, fora de nós, mas sempre connosco, sempre com a nossa consciência das nossas próprias necesidades! Já há algum tempo que me tinha apercebido que as pessoas não são únicas e insubstituíveis. O que é insubstituível é a nossa felicidade, o nosso bem estar e o reconhecimento dos outros pelo nosso esforço! Agradeço a quem tenho que agradecer por me ter ajudado a chegar a estas conclusões! Só é de lamentar que o "sistema" nos faça sofrer tanto para crescer e aprender! Mas tudo isto é maravilhoso!
Hoje está um bocado de calor para hibernar, ainda vou decidir se o faço hoje ou não! Até porque houve um c*br** qualquer que me roubou os frutos secos na semana passada! Passei cá uma fomeca! Nem imaginam! Mas sempre se há-de arranjar qualquer coisa!
Faduscas, até ao próximo post, vosso ou meu! *j*t*
.
(1) Lidia Weber, psicóloga clínica em Curitiba, Brasil.
domingo, 22 de julho de 2007
113 days & counting
Domingo, aquele dia triste e sem sentido que continua a existir, infelizmente, nas semanas do meu calendário! Das duas, uma: 1) Ou deixava de haver Domingo e o fim de semana limitava-se ao Sábado; 2) Ou passava a haver um dia de descanso a seguir ao Domingo! É que neste dia não consigo ter "sainete" para nada, c'um catano! Acho que só mesmo com a extinção deste dia maldito deixaria de sentir a "teenage angst" que me ataca nestes dias! Acho que de hoje em diante vou hibernar por um dia, neste dia, e só acordar Segunda Feira de manhã! Tenho é que me pôr a pau não me vá acontecer o que acontece amiúde com diversos animas de estimação que sofrem do mesmo mal da hibernação, e me deitem para o lixo, porque pensam que fui desta para melhor! É que na Segunda de manhã há gente a contar com a minha mão de obra, bolas! E não gosto de falhar compromissos e muito menos contratos, que é um "batolão" em indemnizações!
Desde o meu último post, muita coisa tem acontecido. Ganhei um novo título, o de M. que a acrescentar ao de T. me parece fazer consolidar a relação que mantenho com aquela pessoa fantástica que tenho vindo a ver crescer e que espero acompanhar e ajudar no que puder por muitos mais anos. Mas diga-se que os títulos por si só não valem muito, sabem disso, né?! Outra coisa que tenho vindo a acompanhar com algum entusiasmo são os músculos dos meus braços, que só eu me apercebo, mas que estão cá, bem como uma melhoria da minha resistência. Outra coisa que merece nota é que de há algum tempo para cá tenho sentido, no dia a dia, uma maior confiança, uma maior alegria, uma maior facilidade no sorriso e cada vez menos a necessidade de sentimentos de culpa. Tempos houve, e que já lá vão, que estes sentimentos controlavam os meus actos e as minhas palavras. Mas percebo agora (e hei-de estar permanentemente a aprender) que as outras pessoas também têm que se sentir responsabilizadas pelos seus actos, bons, maus ou assim-assim! Como calculam vou manter o bom senso e continuar a ser razoável, mas cansar-me em demasia com culpabilizações é que não!
Bem, acho que vou iniciar já hoje, para me ir habituando à ideia, o meu processo de hibernação semanal. É só desligar o telemóvel, calar os Ornatos Violeta, fechar os estores e enroscar-me bem enroscadinha debaixo do lençol da minha caminha! Ah, e não posso esquecer de pedir (ou exigir) para que não me chamem duas e três vezes para jantar, por não estarei disponível! Até porque já coloquei um recipiente com frutos secos debaixo da cama caso a fome aperte (pode fazer-se, não pode?).
Bem meninas, mas não se preocupem, amanhã ja estou de volta! Melhor, espero! *j*t*
sexta-feira, 6 de julho de 2007
A rectórica

Hoje, durante mais um dia de trabalho, de árduo trabalho, diga-se, tive um pensamento que quero partilhar... Vejo pessoas, de cara fechada, de semblante pesado, que olham quase com desdém para os outros, os iguais, no fundo. "E porquê?" pergunto eu, se não passamos todos, pelo menos aqueles que me fazem pensar nisto, de uma cambada de animais, em busca de algo, durante aproximadamente 80 anos, fazendo umas coisas pelo caminho, que até achamos graça, e no fim vamos todos para um sítio que ninguém, ninguém, conhece bem ao certo... Pergunto eu, então, a ti, porque olhas assim para mim? Porque me falas assim? E porque me fazes as coisas que fazes? Não percebo... Não percebo porque é que o sorriso não pode ser fácil; não percebo porque é que a palavra não pode ser fácil; não percebo porque é que o gesto não pode ser fácil; o beijo, o olhar, o tacto, o abraço, a lágrima, a entreajuda... Porquê? Para quê a tendência de complicar tudo aquilo que podia ser simples... O amor! Eu sei, eu sei, queridas fadinhas, i'm a dreamer! Ou talvez estejam só a pensar que só eu entendo aquilo que estou a dizer... talvez também possa ser isso! Talvez só cada pessoa, no fundo, se consiga conhecer e perceber a si própria! Até à senilidade, claro!
Enfim, talvez já tenham percebido que, uma vez mais, me sinto desiludida com o ser humano, apesar de me considerar uma acérrima defensora do animal complexo que somos! Desiludo-me porque vejo pessoas más, porque vejo a incompreensão, a incapacidade de reconhecer o erro, de falar e de sentir os outros! Mas somos todos feitos de quê, afinal?
Amanhã vou ter um dia muito importante na minha vida, talvez porque vou ter um papel importante na vida de outra pessoa que, por agora, é uma das pessoas mais importantes para mim! E amanhã vai ser outro dia de reflexão, com certeza! Depois trarei o rescaldo do acontecimento! A todas, *'s! *j*t*
sábado, 30 de junho de 2007
*Meu Amor...*
*Lembro, Meu Amor, o meu sorriso quando estava contigo.
*Recordo também, Meu Amor, a sintonia dos nossos pensamentos e a coincidência das nossas palavras.
*Sei exactamente como era, Meu Amor, a minha ansiedade quando estávamos para nos encontrar.
*Lembro perfeitamente, Meu Amor, a saudade que sentia de ti nos momentos imediatamente após nos separarmos.
*Sorria, Meu Amor, quando pensava nas nossas brincadeiras e memórias comuns, nos nossos desejos e planos futuros.
*Percebo agora, Meu Amor, que com a tua ausência afirmada a minha vida continuou sem grandes sobressaltos; é uma falta amena que me dói devagarinho, no dia a dia, e que por vezes, como agora, faz correr lágrimas de um calmo desespero dentro de mim.
*Tenho-me apercebido, Meu Amor, que o Amor pode ter várias formas, afectar várias pessoas e que no fundo é uma forma de vida, não podendo (não devendo) ser numerado e ordenado.
*Acima de tudo quero, Meu Amor, deixar o tempo passar, organizar-te dentro de mim, fora de mim e em tudo aquilo que me lembra de ti, acreditando que com o tempo vou conseguir esquecer a maior parte das coisas que me faz ainda pensar-te.
*Até sempre, Meu Amor.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Coisas boas
Jasmin Tea,
as tuas palavras deixam-me impotente, gostaria de te poder fazer sentir mais acompanhada e feliz. Sei que isso depende de outras pessoas, de outras circunstâncias, talvez de outros lugares. Talvez sejamos todos únicos, mas nem todos somos tão especiais como isso. O último capítulo foi encerrado, agora vives outro, talvez um monólogo de descoberta e de auto-valorização; quem sabe o que o próximo te trará?
as tuas palavras deixam-me impotente, gostaria de te poder fazer sentir mais acompanhada e feliz. Sei que isso depende de outras pessoas, de outras circunstâncias, talvez de outros lugares. Talvez sejamos todos únicos, mas nem todos somos tão especiais como isso. O último capítulo foi encerrado, agora vives outro, talvez um monólogo de descoberta e de auto-valorização; quem sabe o que o próximo te trará?
segunda-feira, 11 de junho de 2007
andspringbroughtchaos(*)
Não é o medo da solidão, não!
Não é o estar sozinha quando até aqui estava acompanhada, não!
Não é o ter deixado de ser "alguém", não!
"É que os lugares acabam e as pessoas somem."
São os sentimentos que se transformam e ganham formas nunca antes imaginadas!
É a (pseudo)presença que se transforma em ausência pura.
É a serenidade interior revista e substituída pelo kaos!
Não é a simples e linear tristeza que me assola, não! Talvez essa nunca tenha existido...
É algo mais complexo, labiríntico até! Em que a náusea ganha lugar e prende os movimentos do cérebro!
São revoluções da mente e do corpo, não calculadas, espontâneas!
Vence o silêncio, a ausência, o afastamento, a perda...
.
.
"Dizia que ao chegar se olhares e não me vires
nada penses ou faças vai-te embora
eu não te faço falta e não tem sentido
esperares por quem talvez tenha morrido
ou nem sequer talvez tenha existido.", Muriel, Ruy Belo. *j*t*
(*) all rights reserved.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Time to be frustrated...
Ultimamente tenho andado um pouco afastada do mundo, os meus fins de semana apáticos, as noites solitárias e as palavras secas de conteúdo. Não Novembro, não é parvo sentires-te segura por ter alguém a teu lado (óbvio ou não), alguém que neste momento te apoia, te dá carinho e te ajuda quando precisas... Não, não é parvo! Eu compreendo o que queres dizer pois nos últimos tempos tenho-me sentido bastante sozinha (também não pelo óbvio) e até magoada pelas pessoas! Tenho sentido quão invisivel sou e tenho também sentido a enorme força que leva as pessoas a serem substituíveis. Pessoas únicas e especiais são substituídas por pessoas únicas e especiais... enfim! No fundo quase que acredito que cada pessoa só se tem mesmo a si!
" Deus nos dê sabedoria para descobrir aquilo que é certo, vontade para escolhê-lo e força para fazê-lo durar", Rei Artur, Lancelot.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Ola, companheiras de tasca! Aqui estou na faculdade, a usurpar a net de um qualquer estudante. A minha situação é, como sabem, a mesma desde a última vez que postei algo. A minha situação familiar está igual, a laboral com ligeiras nuances, mas sempre indefinida.
Não posso dizer que me sinta da mesma forma que voces, no fundo eu acredito sempre nos bons momentos que passo.. E acredito que me esperam coisas boas, a sério que sim, mesmo que a situação actual me deixe... triste, apática, não sei bem.
No fundo acho que me agarro muito às pessoas de quem gosto para estar bem, se não as tivesse talvez a minha visão fosse outra, o que no fundo é um bocado parvo, mas pronto. E quando digo pessoas, estou também a referir-me a voces, e não apenas ao óbvio.
Chato chato, é saber de cor todos os programas do manuel luis goucha e da cristina ferreira desde março. E já começo a nutrir um sentimento especial pela júlia pinheiro. Meu Deus, tantos anos de estudo para no fim ter tantas parecenças com tantas donas-de-casa portuguesas... Bom, vou voltar para casa agora, pode ser que ainda apanhe a Leoonor Poeiras... Tão difíceis, aqueles concursos, ao menos estimulo o cérebro :)
Esta rodada pago eu*
Não posso dizer que me sinta da mesma forma que voces, no fundo eu acredito sempre nos bons momentos que passo.. E acredito que me esperam coisas boas, a sério que sim, mesmo que a situação actual me deixe... triste, apática, não sei bem.
No fundo acho que me agarro muito às pessoas de quem gosto para estar bem, se não as tivesse talvez a minha visão fosse outra, o que no fundo é um bocado parvo, mas pronto. E quando digo pessoas, estou também a referir-me a voces, e não apenas ao óbvio.
Chato chato, é saber de cor todos os programas do manuel luis goucha e da cristina ferreira desde março. E já começo a nutrir um sentimento especial pela júlia pinheiro. Meu Deus, tantos anos de estudo para no fim ter tantas parecenças com tantas donas-de-casa portuguesas... Bom, vou voltar para casa agora, pode ser que ainda apanhe a Leoonor Poeiras... Tão difíceis, aqueles concursos, ao menos estimulo o cérebro :)
Esta rodada pago eu*
domingo, 20 de maio de 2007
#.Space Monkey 03.51. #Meds *Placebo*
I'm "out on a limb in the carnival of me (...)
it's far too sacred, don't ever fake it,
and don't, and don't,
don't let me down,
like you let me down before..." *j*t*
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Is it too late to remind you how we were?
Não consigo libertar-me deste sentimento de perda em relação a mim e em relação a qualquer coisa que me pertencia... Sinto-me perdida como nunca, perdida que nem uma adolescente, cheia de borbulhas e dúvidas existênciais... Sempre me julguei capaz de ultrapassar bem os problemas, regra geral, não me deixando abalar em culpas sem fundamento ou "penas" de mim própria! Desta vez não seria excepção... Tudo começou como "planeado", mas acontece que não está a decorrer como esperado... Tenho andado em baixo, com dúvidas, culpas inesperadas e sentimentos ambiguos... Tenho-me esforçado imenso para os combater, a todos, os males que me têm afectado, mas sem sucesso! A todos um grande abraço! *j*t*
Foto.: gettyimages
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Fragments of Fiction
Não, a vida não vai ser melhor a partir de agora. Não consigo imaginar como será o futuro e não sei se me sinta aliviada pela certeza de que ele (vai) exista (r) ou não. Vai ser como o presente, mas no futuro...tudo igual mas com algum dinheiro e mais alguns anos, o que quer dizer que não é algo por que se deva ansiar, porque vai ser bastante merdoso. Mas, de alguma forma, gostava de vivê-lo, estou tão aborrecida com o agora que era bom um fast foward to the future.
"Good thieves of burning cars encirle poisened rivers minds and hearts
Horses want to dance but find their wings are damaged, water damaged
Gold is selling well but hurry nightly ocean rising fast
A big man with a plan has got a storm a-coming, monster coming.
From Atlantis to interzone
You start on the edge and you end on your own.
From Atlantis to interzone
You start on the edge and you end on your own
We're fragments of fiction
Your dead man half alive who hangs from helping numbers one to five
His ears pricked with the knife hears that the east are coming, west are coming
From gravity's rainbow, the axis here is still unknown
The children's faces glow The wasteland guides them, wasteland guides them"
A letra é da Atlantis to Interzone, dos Klaxons. é o que ando a ouvir agora. Categorizaram-nos como new rave, bla bla bla, não interessa, oiçam..
Só quero que o futuro venha para ver algo difrente, não é que acredite que seja melhor
"Good thieves of burning cars encirle poisened rivers minds and hearts
Horses want to dance but find their wings are damaged, water damaged
Gold is selling well but hurry nightly ocean rising fast
A big man with a plan has got a storm a-coming, monster coming.
From Atlantis to interzone
You start on the edge and you end on your own.
From Atlantis to interzone
You start on the edge and you end on your own
We're fragments of fiction
Your dead man half alive who hangs from helping numbers one to five
His ears pricked with the knife hears that the east are coming, west are coming
From gravity's rainbow, the axis here is still unknown
The children's faces glow The wasteland guides them, wasteland guides them"
A letra é da Atlantis to Interzone, dos Klaxons. é o que ando a ouvir agora. Categorizaram-nos como new rave, bla bla bla, não interessa, oiçam..
Só quero que o futuro venha para ver algo difrente, não é que acredite que seja melhor
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Sinto que a vida pode ser melhor a partir de agora...
O ser humano passa a vida a queixar-se...Nunca tá contente com nada...e toda a gente se desculpa com o facto "ah é da nossa natureza". Pois é eu sou um ser humano e passo a vida a queixar-me, tudo corre mal, queria aquilo e nao tenho, queria atençao e nao tenho (ou julgo nao ter), sinto-me uma incompreendida, queria um namorado e nao tenho, queria ser diferente, queria ser perfeita, queria ser uma pessoa mais decidida...Quando vejo na televisão as pessoas a morrerem de fome, pessoas a morrerem nos hopsitais, crianças a serem espancadas and so on, isso comove-me e até choro, sendo nesses momentos que penso como tenho SORTE na Vida, mas 3 horas depois o que é que eu penso : Como vou acabar com a minha celulite!!!!!Isto tudo para vos dizer que até ontem me odiava enquanto pessoa: sentia-me mal e nao fazia nada para alterar esse estado, vivia por viver, sentia-me mal por dar importância a algumas futilidades, até ontem o que me apetecia era apanhar grandes bebedeiras e fumar ganza, era o que fazia sentido! Ontem tudo MUDOU...Há 15 dias uma pessoa da minha familia e de quem eu gosto imenso (é como um irmao) ia morrendo num acidente dada a sua inconsciência de conduzir alcoolizado, ontem fui ver uma das pessoas mais especiais para mim ao hospital porque apanhou uma bebedeira tal que decidiu mandar um alto sopapo a uma vitrina. Foi operado e lixou os tendões. Quando acordou o médico disse-lhe que ele poderia não recuperar o movimento a 100%...HORRIVEL de se ouvir!!!!Isto para mim sao sinais do universo para eu acordar para a vida...nao tem que me acontecer nada de mal a mim própria para eu começar a reagir de outra forma. Tenho medo que me aconteça alguma coisa de mal:(! Isto abalou-me de tal modo que a partir de HOJE vou-me agarrar à vida com outra atitude. Posso vos garantir que nao é uma vontade momentânea, é uma vontade enorme que sinto dentro de mim, uma vontade de VIVER...ja nao sentia isto desde os meus 14 anos...
Estou a escrever o texto e tenho as lágrimas a escorrerem-m pela cara, reflexo da minha anterior "in"vontade de viver e da minha actual incapacidade de resolver o problema destas 2 pessoas de quem vos falei e as quais fazem parte da minha vida...
Estou a escrever o texto e tenho as lágrimas a escorrerem-m pela cara, reflexo da minha anterior "in"vontade de viver e da minha actual incapacidade de resolver o problema destas 2 pessoas de quem vos falei e as quais fazem parte da minha vida...
quarta-feira, 25 de abril de 2007
There's no escape, except on someone else...
Um dia, a long time ago, tive um pensamento, repentino, inesperado, mas de uma clareza imensa! Tive a aparição do meu passado a decorrer, ou seja, tive a aparição do meu "eu" no passado ainda a existir; o meu passado, tudo aquilo que já fiz ou disse, ainda a acontecer e a decorrer no tempo e no espaço! É estranho e até difícil de entender, eu sei, mas tentem imaginar o vosso passado ainda a decorrer, tentem imaginar-vos nos caminhos que percorreram, como se os continuassem a percorrer; tentem imaginar as conversas que tiveram, como se as continuassem a ter, como se tudo isto verdadeiramente continuasse a "ser", a "existir", só que noutra dimensão! Isto dar-nos-ia algumas explicações para os "dejá vu's" (já que o futuro provavelmente também já está a decorrer), para os pensamentos que temos sobre o passado (certo, Cravings?)... Seria curioso ver-me no passado, como eu era, como me vestia e o que dizia! Ou não... Talvez preferisse ver o futuro, pois do passado lembro-me bem! Talvez preferisse ver como serei e o que terei, enquanto pessoa, para, pelo menos, livrar-me de algumas dúvidas que tenho agora! Serei feliz? Não enquanto estado absoluto e permanente, mas sim enquanto estado de paz e liberdade amenas e relativamente seguro (todos precisamos de nos sentir seguros, não me venham com tretas!), que nos permita dia(s) após dia(s) encontrar a beleza da vida e a alegria que existe permanentemente no contacto com os outros! Quero-o tanto!
"A solidão é uma forma de economia. A pessoa quando mais solitária, quanto mais o seu cérebro se desdobra em atenção pelo mundo que a rodeia, mais enriquece", Agustina Bessa-Luis(*1).
Mas não, não pode ser! Sozinha a pessoa acabará progressivamente na ignorância e na inexistência de si, ao não partilhar o que sabe e o que é com o Outro. Como já dissera, precisamos que nos toquem, assim como precisamos de tocar os outros... O que sinto neste momento é uma indefinição de mim, não sei bem como ser e quem sou! Dou por mim a fingir (ou não) o que acho que sou, como os outros gostariam que fosse, só para saber se ainda consigo que gostem de mim e saber se sou aceite no "mundo social"! Mas isto há-de passar, não é Novembro? Aproveito também para te agradecer, a tua ajuda, as tuas palavras e a tua presença! Obrigado!
Espero sinceramente que no meu futuro, aquele que acredito já estar a decorrer (e que estarei a fazer agora, daqui a 10 anos?!), vocês lá estejam todas! Sinceramente! *j*t*
(*1) Também tua Cravings... sorry!
domingo, 22 de abril de 2007
"Nos dias em que não reguei a vida choveu"
A JT relembrou-me de algo que lhe disse em novembro de 2004. Na última semana tenho-me lembrado de pensamentos que tive hà alguns anos atrás...e os outros têm-me recordado de coisas que lhes disse. mas, enquanto as recordações estão tão presentes como se tivessem sido ontem, aquilo que os outros me atribuem é-me dificil de situar, como se não fosse meu, como se tivesse sido outra pessoa. Não é que eu hoje seja uma pessoa tão diferente que o que disse me pareça tão estranho ao meu "ser", a questão é que não me lembro de mim (talvez seja isso) não me lembro de mim. Se não me lembro de todo não posso ter sido eu a fazer ou dizer algo. Não é? Não me lembro! Vi um video de há três meses atras e não me lembro de ter sentido aquilo que disse, não me ficou cá nada. É assustador! e tão frequente nos últimos tempos.
Mas hoje, esta noite, sinto-me triste por aquilo que não tenho e que não sou capaz de pedir.
The next best thing: imaginar.
De qualquer forma, JT, lembrei-me. De repente, lembrei perfeitamente do que queria dizer, e lembrei-me da conversa durante a qual a disse. Mas agora é como se a ouvisse pela primeira vez e percebi o que queria dizer.
Mensagens:
Boa viagem Novembro, manda o postal :)
Boa viagem,também, para a Kaloria, no novo caminho que começaste este fds a percorrer
Boa viagem Jasmim Tea, porque, tu, estás sempre em a percorrer um caminho, estás sempre a caminho de algo
Beijos para todas as fadas
Mas hoje, esta noite, sinto-me triste por aquilo que não tenho e que não sou capaz de pedir.
The next best thing: imaginar.
De qualquer forma, JT, lembrei-me. De repente, lembrei perfeitamente do que queria dizer, e lembrei-me da conversa durante a qual a disse. Mas agora é como se a ouvisse pela primeira vez e percebi o que queria dizer.
Mensagens:
Boa viagem Novembro, manda o postal :)
Boa viagem,também, para a Kaloria, no novo caminho que começaste este fds a percorrer
Boa viagem Jasmim Tea, porque, tu, estás sempre em a percorrer um caminho, estás sempre a caminho de algo
Beijos para todas as fadas
terça-feira, 17 de abril de 2007
Hold me, 'till it's not hard to fall
Hoje apetece-me falar do bem, das pessoas, daquilo que elas merecem que façamos por elas! As pessoas são más, sim, é verdade! O homem é naturalmente mau, sim, eu sei! Mas e depois? E nós? Não somos também nós pessoas que fazemos sofrer os outros? Quer queiramos quer não (e por muito que não queiramos querer) muitas vezes somo injustos, inconsequentes, inconscientes, e tantos mais "ins" que poderia continuar a enumerar por aqui adiante! E quando de facto temos a imediata consciência que o fomos, como custa! Ui! Já o senti e o sentimento que fica é de pura vergonha ("como fui capaz?")... No entanto, ainda bem! Agimos, mal é certo, mas agimos e tivemos consciência da inconsciência do nosso acto! Parece-me bem... Noutras situações que se seguirem, semelhantes, já pensaremos melhor antes de falar, porque sabemos a vergonha que já passámos! :)
Em relação ao outros, ao "Outro", o que tenho a dizer é que, independentemente de sabermos que ele é mau, que mais cedo ou mais tarde ele vai pensar "nele", não em "nós", que vai ser ele próprio inconsequente e injusto para nós (nós que se calhar até lhe fizemos o bem), acho que não há nada melhor que ajudá-lo, naquilo que pudermos; não há nada melhor que fazê-lo sorrir, da forma que conseguirmos; e não há nada melhor que fazê-lo sentir-se a ele próprio, tocando-o para não se esquecer de que existe! O contacto, seja ele visual, verbal ou físico, ajuda-nos a nós e ao Outro. Todos precisamos de nos sentir vivos e ver alguém sorrir para nós, por nossa culpa, é algo tão ou mais gratificante do que uma palavra!
No fim, quando correr mal, quando mais nenhum sorriso surgir dos lábios que já um dia sorriram, nem mais nenhuma palavra bonita a acompanhá-lo, enfim... não faz mal! Saberemos que em tempos nos sentimos bem, que o "Outro" nos fez sentir bem e que também nós fomos parte dele... Não é que passem as pessoas, quando o nosso pouco é feito da passagem delas (Jorge de Sena, Noutros Lugares). *j*t*
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Pelo que leio por aqui os estados de espírito não são dos mais alegrezitos :( bom, então permitam-me fazer a BSO da vossa vida, o que como devem imaginar também será deprimente. Deprimente mas de grande qualidade. Ao menos isso. Por tanto, vão já a correr por as seguintes músicas : http://www.youtube.com/watch?v=bnvr2NW5RTU&mode=related&search= ; http://www.youtube.com/watch?v=0WFlbywF4NU ; http://www.youtube.com/watch?v=TbCIQ-SKhKE enquanto pensam na vida. (espero depois disto ainda ter alguém com quem falar e quem nem todos se tenham suicidado)
De qualquer forma, oiçam a música, mas sobretudo as letras. todas três são incrivelmente belas e no entando doiem. Talvez seja suposto ser assim, talvez não exista outra forma de existência. Talvez seja isso...por mim não estou disposta a abdicar da dor se for verdade...
De qualquer forma, oiçam a música, mas sobretudo as letras. todas três são incrivelmente belas e no entando doiem. Talvez seja suposto ser assim, talvez não exista outra forma de existência. Talvez seja isso...por mim não estou disposta a abdicar da dor se for verdade...
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Continuo triste... A vida não me corre lá muito bem! Na verdade, talvez não devesse queixar-me tanto, existem pessoas bem piores que eu, doentes ou acamadas, por exemplo, sem esperança no futuro, porque a vida delas praticamente está acabda, excepto na quantidade de tempo que lhes falta para morrer! E eu, que se fosse uma fada seria a Hope Fairy (não é meninas?!), tenho esperança, acho eu, no futuro! Quero acreditar que tudo vai pelo melhor, que tudo acontece por uma razão e que as pessoas que mais desdenham da vida (entenda-se "de tudo"), são aquelas que não conseguem encontrar a luz (a minha mãe é um pouco assim!).
O amor, o amor... Eu, ao longo da vida, sempre fui capaz de muito pelo Outro, sempre exigi mais de mim para não ter que exigir do Outro, como se eu fosse capaz de me dividir em dois e agir duplamente, só para que ele não se cansasse de mim (ou não se cansasse a ele). Agora talvez perceba, uma vez mais e talvez, que eu fazia isso para não ouvir "nãos", sempre ouvi "nãos" e cansada de os ouvir, arranjava forma de chegar a todo o lado! Estou cansada...
O amor, o amor... Eu, ao longo da vida, sempre fui capaz de muito pelo Outro, sempre exigi mais de mim para não ter que exigir do Outro, como se eu fosse capaz de me dividir em dois e agir duplamente, só para que ele não se cansasse de mim (ou não se cansasse a ele). Agora talvez perceba, uma vez mais e talvez, que eu fazia isso para não ouvir "nãos", sempre ouvi "nãos" e cansada de os ouvir, arranjava forma de chegar a todo o lado! Estou cansada...
**
"Não é que ser possivel ser feliz acabe,
quando se aprende a sê-lo com bem pouco.
Ou que não mais saibamos repetir o gesto
que mais prazer nos dá, ou que daria
a outrem um prazer irrestível. Não:
o tempo nos afina e nos apura:
faríamos o gesto com infida ciência.
Não é que passem as pessoas, quando
o nosso pouco é feito da passagem delas.
Nem é também que ao jovem seja dado
o que a mais velhos se recusa. Não.
**
É que os lugares acabam. Ou ainda antes
de serem destruidos, as pessoas somem,
e não mais voltam onde parecia
que elas ou outras voltariam sempre
por toda a eternidade. Mas não voltam,
desviadas por razões ou por razão nenhuma.
**
É que as maneiras, modos, circunstâncias
mudam. Desertas ficam praias que brilhavam
não de água ou sol mas solta juventude.
As ruas rasgam casas onde leitos
já frios e lavados não rangiam mais.
E portas encostadas só se abrem sobre
a treva que nenhuma sombra aquece.
**
O modo como tínhamos ou víamos,
em que com tempo o gesto sempre o mesmo
faríamos com ciência refinada e sábia
(o mesmo gesto que seria útil,
se o modo e a circunstância persistissem),
tornou-se sem sentido e sem lugar.
**
Os outros passam, tocam-se, separam-se,
exactamente como dantes. Mas
aonde e como? Aonde e como? Quando?
Em que praias, que ruas, casas, e quais leitos,
a que horas do dia ou da noite, não sei.
Apenas sei que as circunstâncias mudam
e que os lugares acabam. E que a gente
não volta ou não repete, e sem razão, o que
só por acaso era a razão dos outros.
**
Se do que vi ou tive uma saudade sinto,
feita de raiva e do vazio gélido,
não é saudade, não. Mas muito apenas
o horror de não saber como se sabe agora
o mesmo que aprendi. E a solidão
de tudo ser igual doutra maneira.
E o medo de que a vida seja isto:
um hábito quebrado que se não reata,
senão noutros lugares que não conheço.", Jorge de Sena, Noutros Lugares
terça-feira, 3 de abril de 2007
Próximo objectivo: 14h/18h - obter CAP.
Caras companheiras de tasca,
agora que já fiz as minhas pesquisas de emprego na net e já tratei de alguns assuntos da autoscopia aqui no computador da UTL, sobra-me tempo para dizer algumas baboseiras por aqui.
Ando assim um bocado estranha, resolvi um problema, mas tenho outros "em mente". O meu pai não me fala faz hoje um mês. Parece que ninguém la em casa está a dar muita importância a isso, tudo continua normalmente à excepção desse pequeno pormenor. Custa-me perceber isto. Portanto tenho andado a pensar em coisas antigas, situações passadas, e cheguei à conclusão de que preciso de ajuda para ultrapassar certas coisas, que por mais que eu negue, ainda me afectam... A falta de dinheiro é um travão.
Ainda não tenho emprego, e às vezes è difícil manter a perspectiva, às vezes sinto que devia desistir destes sonhos todos e arranjar a merda de um trabalho. Por outro lado, penso que na segunda feira já vou saber se o tal senhor da instituição me escolheu, pelo menos foi o que a minha colega disse, e ela acha que me vão escolher. Era muito bom, um grande ponto de partida, talvez aí fosse mais fácil ver a minha vida com optimismo. Muito bom mesmo é o facto de que eu vou ser titi em Novembro, tou ansiosa por começar a comprar montes de coisinhas, era fixe que fosse uma menina, para lhe comprar muitos vestidinhos e fitinhas. Será Inês se for menina, aceitam-se sugestões de nomes para rapazes; os melhores até agora são rodrigo, martim, afonso, diogo.
Agora vou ao curso, o que foi uma grande ideia da minha parte, tenho as tardes ocupadas o que é bom, e aprendo coisas giras. Jasmim: um abraço forte para uma grande mulher, vai tudo correr pelo melhor, vais ver.
agora que já fiz as minhas pesquisas de emprego na net e já tratei de alguns assuntos da autoscopia aqui no computador da UTL, sobra-me tempo para dizer algumas baboseiras por aqui.
Ando assim um bocado estranha, resolvi um problema, mas tenho outros "em mente". O meu pai não me fala faz hoje um mês. Parece que ninguém la em casa está a dar muita importância a isso, tudo continua normalmente à excepção desse pequeno pormenor. Custa-me perceber isto. Portanto tenho andado a pensar em coisas antigas, situações passadas, e cheguei à conclusão de que preciso de ajuda para ultrapassar certas coisas, que por mais que eu negue, ainda me afectam... A falta de dinheiro é um travão.
Ainda não tenho emprego, e às vezes è difícil manter a perspectiva, às vezes sinto que devia desistir destes sonhos todos e arranjar a merda de um trabalho. Por outro lado, penso que na segunda feira já vou saber se o tal senhor da instituição me escolheu, pelo menos foi o que a minha colega disse, e ela acha que me vão escolher. Era muito bom, um grande ponto de partida, talvez aí fosse mais fácil ver a minha vida com optimismo. Muito bom mesmo é o facto de que eu vou ser titi em Novembro, tou ansiosa por começar a comprar montes de coisinhas, era fixe que fosse uma menina, para lhe comprar muitos vestidinhos e fitinhas. Será Inês se for menina, aceitam-se sugestões de nomes para rapazes; os melhores até agora são rodrigo, martim, afonso, diogo.
Agora vou ao curso, o que foi uma grande ideia da minha parte, tenho as tardes ocupadas o que é bom, e aprendo coisas giras. Jasmim: um abraço forte para uma grande mulher, vai tudo correr pelo melhor, vais ver.
Dia 28 de Março, na verdade...
Caras amigas, a data deste post é na verdade 28 de Março também, mas como sou infoexcluída só pude coloca-lo no blog agora. Cá vai: "Escrevo pela noite dentro, não consigo dormir. A razão: evoluímos, crescemos, mudámos, algumas questões permanecem. O que é o amor? O que é insatisfação aceitável? Qual o limite entre o admissível e o que não devemos tolerar? Será a quantidade de momentos infelizes a dividir pela quantidade de felizes? Ou cada aspecto questionável assume uma ponderação específica? Devemos tentar mudar aqueles que amamos? As mudanças parciais já são aceitáveis?
Julgo saber que todos queremos alguém ao seu lado, uma testemunha de nós. Mas se não somos perfeitos não teremos alguém perfeito. Torna-se agora claro: tenho sempre o direito a sonhar com isso e a lutar por isso. Antes matar um amor de exaustão que deixá-lo morrer devagar."
Julgo saber que todos queremos alguém ao seu lado, uma testemunha de nós. Mas se não somos perfeitos não teremos alguém perfeito. Torna-se agora claro: tenho sempre o direito a sonhar com isso e a lutar por isso. Antes matar um amor de exaustão que deixá-lo morrer devagar."
quarta-feira, 28 de março de 2007
Thoughts on a Wednesday afternoon
Sinto-me triste... Aliás, tenho andado triste nos ultimos dias! Pensando bem talvez a palavra correcta não seja triste, seja revoltada! É a pressão para fazer tudo bem, para fazer tudo como alguém quer, alguém que não eu! Vejo-me a transformar-me em algo que não não sou mas que querem que seja! A revolta que de falo nem sequer deveria existir, mas existe porque me perco às vezes e a revolta é uma forma de "voltar" a mim e de me impor! E o Cd de Snow Patrol tem acompanhado as minhas noites... Sempre senti, e continuo a sentir, infelizmente, que a forma como falo, reajo, me apresento e transpareço, não deixa os outros perceberem quem sou! Vocês já perceberam? Digam que sim, please!
olhámos,
mostrei-me,
viste,
e agora, que começo eu, que SOU eu,
será que tudo permanece...?> *j*t*
What´s playing in my mind
Neste momento não consigo tirar a voz desta senhora (quer dizer ela é da nossa idade...) da minha cabeça...oiçam.. it'll grow on you
http://www.youtube.com/watch?v=LD5sahXoj0U
http://www.youtube.com/watch?v=LD5sahXoj0U
Tou a descobrir o que é a condução..isto na minha nona aula
AHAHAHHA......afinal não sou nenhuma NABA a conduzir...mudei de instrutor e a coisa já correu melhor, ou seja, já tirei prazer da condução...ihihihihihi..vou ser um às no volante:):)...e fui à Espanha na semana passada comprar xicolotaes e fui tomar o pequeno-almoço de sexta a Vila Real e no sabado tomei o pequeno-almoço na Régua:)......e andei lá pelo Douro e tal.....FOI FIXE e cansativo....agr a questão é que amanha vou ter uma sessão de tortura ( a última), ou seja aula de condução com o meu velho instrutor..mas na sexta já volto para o meu novo instrutor que é bueeeeeeeeee fixeeeeeeeeee e que me ensin as cenas tds..é um kido.............heinaaaaa que giro já temos um blog!
Beijocas pa tds
Beijocas pa tds
terça-feira, 27 de março de 2007
PROCURAM-SE: Sinapses
Bem, o objectivo do blog é podermos perceber às quantas andamos, mesmo que não nos vejamos há já longos períodos de tempo, por isso mesmo cá vai:
Parece que é desta que o estágio vai começar a dar trabalho, o que é bom, porque entre o tempo que tive doente e as duas semanas que já lá tinham passado aquilo tava bem estagnado, assim como as águas mortas, que são óptimas analogias para o fucionamento da maioria das instituições públicas portuguesas. De qualquer forma, parece então que vamos passar de parte da frustração e revolta contra a entidade patronal para um dia-a-dia aterefado mas recompensador.
Entre as minhas mais recentes actividades estão a elaboração dos convites às "fessoas", Srs produtores e museus e afins, e também a elaborações de fichas de contacto para pormos ordem na mesa de trabalho...que como devem imaginar está muito confusa, asim como o meu entendimento de quem faz o que naquela mesa de trabalho conjunta. Acho que nem eles o sabem muito bem...
De qualquer forma, estou contente e estou cansanda e estou gorda. Sim, porque demorei a porra de uma tarde pa fazer o convite e todos os pacotes de bolachas e biscoitos e cappuccinos que havia cá em casa(isto promete). Por outro lado o que me faziam falta era uns comprimidos, uns activadores de sinapses...que andam a escassear ultimamente..
Talvez vá dormir...ou não...
Parece que é desta que o estágio vai começar a dar trabalho, o que é bom, porque entre o tempo que tive doente e as duas semanas que já lá tinham passado aquilo tava bem estagnado, assim como as águas mortas, que são óptimas analogias para o fucionamento da maioria das instituições públicas portuguesas. De qualquer forma, parece então que vamos passar de parte da frustração e revolta contra a entidade patronal para um dia-a-dia aterefado mas recompensador.
Entre as minhas mais recentes actividades estão a elaboração dos convites às "fessoas", Srs produtores e museus e afins, e também a elaborações de fichas de contacto para pormos ordem na mesa de trabalho...que como devem imaginar está muito confusa, asim como o meu entendimento de quem faz o que naquela mesa de trabalho conjunta. Acho que nem eles o sabem muito bem...
De qualquer forma, estou contente e estou cansanda e estou gorda. Sim, porque demorei a porra de uma tarde pa fazer o convite e todos os pacotes de bolachas e biscoitos e cappuccinos que havia cá em casa(isto promete). Por outro lado o que me faziam falta era uns comprimidos, uns activadores de sinapses...que andam a escassear ultimamente..
Talvez vá dormir...ou não...
É bom poder contar com vocês aqui! Nestes dias tão complicados em termos de tempo... Pelo menos no nosso "Brûlot" todas nos encontramos... mas espero que continuemos a "ver"-nos e não só a "falar"-nos! Aliás, espero que comecemos mesmo é a ver-nos mais, isso sim! Às vezes apetece mesmo falar para que alguém nos oiça (ou leia), falar sobre os dias, sobre os desejos, sobre os problemas, sobre as novidades... qualquer coisa, desde que se partilhe, para assim ganhar ainda mais importância do que teria se ficasse só para nós! Para todos aqui fica o meu beijinho de pura alegria por nos encontrarmos aqui! *j*t*
Ola amigas!!! Finalmente conseguimos! Por mim o blog ta fantastico, gosto do template, por mim não é necessário alterar nada! Demorei uma hora e meia a perceber como isto funciona, ou melhor, a perceber os passos necessários para poder pertencer. E aqui estou eu. Aqui estou eu sem tempo para mais nada, é o que é, tenho de ir almoçar e depois vou ao curso. Até ao próximo post*
domingo, 25 de março de 2007
Introdução...
Boa noite Companheiras de viagem! Finalmente o nosso espaço, depois de algum tempo separadas! Mas de facto, à "entrada" do nosso blog, deveria aparecer alguma sinaléctica com o nome "em obras"... É que quem entra desprevenido, corre o risco de dar de caras com retroescavadoras, máquinas de terraplanagens, gradeamento e até, quiçá, pontes de madeira improvizadas a unir margens de qual trincheira... Enfim, tudo isto para dizer que o blog que nasceu há dois dias ainda está em construção e muito desarrumado! Mas espero que com o tempo consigamos de facto decorá-lo à nossa maneira e torná-lo pessoal (mas não muito!)...
sexta-feira, 23 de março de 2007
Era uma Vez.....

Depois de muitas (pronto, algumas) "discussões" sobre nomes, temáticas, mails, etc....aqui está finalmente o nosso blog. Talvez a nossa incapacidade de acordarmos sobre algo supostamente tão simples mas basilar queira dizer alguma coisa ;P ou não, prontoS.
Mas independentemente de todo o resto o que importa é que aqui está o nosso espaço, o sítio onde vamos por fim encurtar distâncias e aproximar rotinas. É um "work in progress", é certo, mas o mais díficil, começá-lo, está feito e agora é só dedicar-lhe um pouco mais de tempo para o tornar mais "nosso" e mais íntimo.
ERA UMA VEZ....
Mas independentemente de todo o resto o que importa é que aqui está o nosso espaço, o sítio onde vamos por fim encurtar distâncias e aproximar rotinas. É um "work in progress", é certo, mas o mais díficil, começá-lo, está feito e agora é só dedicar-lhe um pouco mais de tempo para o tornar mais "nosso" e mais íntimo.
ERA UMA VEZ....
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