domingo, 29 de julho de 2007

Slow rebirth

Sim, indeed, hoje é o dia da hibernação! Mas apeteceu-me, uma vez mais, vir até aqui, onde ninguém ouve, onde ninguém julga, onde ninguém questiona e onde ninguém interrompe! Aliás, é com alguma tristeza que vejo o blog "impestado" de violeta, mas, amigas, eu gosto de vir até cá! E ultimamente leio, releio e (re)releio as coisas que escrevo! Faz-me pensar coisas novas!
A minha vida está diferente, eu estou diferente! Todos nós estamos em constante mudança, uns mais rápido que outros, uns mais conscientes que outros e há outros ainda que, nunca sabendo ao certo o que são, vão sendo, mudando ou não, já que nunca ninguém se apercebe de nada, porque nunca ninguém os compreende de facto!
Num dia não muito longe daqui, enquanto aguardava ouvir o meu nome [Sem Maiúsculas] pelo velho projector do consultório médico, dediquei-me à leitura de uma daquelas revistas que estão numa pilha em cima de uma qualquer mesa, de Novembro de 2006 (podia ter sido pior). Lá encontrei, curiosamente, um artigo com uma frase que quero partilhar com vocês:
"Nos rompimentos amorosos não sofremos pela perda da pessoa, mas pela perda da vida que imáginavamos ter."(1)
Não podia ser mais verdade o que escreveu esta senhora, que até escreve umas coisas com sentido! Se vocês têm seguido com alguma (não muita) atenção o que tenho escrito ao longo do tempo, têm provavelmente percebido a minha relação cada vez mais distante com o passado, que me aparece como "flashes", amiúde, para me aperceber daquilo que ganhei por ter desistido dele, aquele passado sem futuro! Quero dizer-vos que não são as pessoas que fazem o amor, não são as pessoas que fazem a felicidade, não são as pessoas que fazem a vida... Tudo isto vai acontecendo ao longo do tempo, dentro de nós, fora de nós, mas sempre connosco, sempre com a nossa consciência das nossas próprias necesidades! Já há algum tempo que me tinha apercebido que as pessoas não são únicas e insubstituíveis. O que é insubstituível é a nossa felicidade, o nosso bem estar e o reconhecimento dos outros pelo nosso esforço! Agradeço a quem tenho que agradecer por me ter ajudado a chegar a estas conclusões! Só é de lamentar que o "sistema" nos faça sofrer tanto para crescer e aprender! Mas tudo isto é maravilhoso!
Hoje está um bocado de calor para hibernar, ainda vou decidir se o faço hoje ou não! Até porque houve um c*br** qualquer que me roubou os frutos secos na semana passada! Passei cá uma fomeca! Nem imaginam! Mas sempre se há-de arranjar qualquer coisa!
Faduscas, até ao próximo post, vosso ou meu! *j*t*
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(1) Lidia Weber, psicóloga clínica em Curitiba, Brasil.

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