quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

"O Mundo de Prapodez"

Era uma vez…

Num tempo distante, um estranho mundo feito de sonhos e pesadelos, onde o céu é roxo e onde a água é sempre quente e com sabor a enxofre. Prapodez é o nome deste mundo.

Prapodez é habitado por Mohnes e Lhuremes, seres mutuamente dependentes, alternando permanente entre conflito e equilíbrio. Em Prapodez reina uma paz podre.

O Mohme é um monstro noctívago, comedor de ranho e desperdício, que durante a noite vasculha o lixo em busca de fraldas sujas e trapos encardidos. A Lhurem é um pequeno ser frenético e ingénuo, que se alimenta das flores Xaipão e da luz do sol.

As flores Xaipão são as únicas toleradas pelo delicado estômago das Lhuremes, e estas flores tão especiais precisam de um adubo muito peculiar, que provém dos dejectos dos Mohnes.

Estes seres vivem um equilíbrio frouxo, em constante medição de forças; cada um alimenta o mundo do outro. Esta falsa harmonia está prestes a ser abalada, por um uivo que vem das nuvens, por um odor a leite azedo, uma praga que se ouve no ar.

Será possível superar a rivalidade e a linha temporal que separa dois mundos dentro do mesmo mundo? Será possível um Mohme e uma Lhurem se unirem pelo mesmo objectivo: a salvação de Prapodez?

sábado, 20 de dezembro de 2008

Retorno à vida.

De muita coisa se poderia falar: da paixão obssessiva, do amor incondicional, do ciúme cego, do carinho violento, do mau amor, da dor de amar, da crueldade presente nos beijos e nas palavras de quem ama, ou diz que ama, ou até mesmo da incapacidade inerente ao ser-humano de ser fiel, respeitador, altruísta e compreensivo...

De tudo, então! Que importância têm as palavras, se os gestos se mascaram de múltiplas duplicidades, mentiras e incoerências? Que importância têm os gestos, quando no fundo as palavras ganham a força de toques violentos, marcando a face de quem as recebe?

Crente, continuamente o confirmo, que somos seres direccionados para as relações, para o companheirismo, para a amizade e para o amor, afastando-nos continuamente da solidão. No entanto, acontece, amiúde, sermos confrontados com verdades e factos que nos fazem caminhar por dentro, em busca de erros que possamos ter cometido, palavras e/ou gestos repetidos que nos possam fazer passar por verdades e factos semelhantes! Não, até agora não! Mas na verdade, enquanto nos orgulhamos de nós próprios, por estarmos até aqui imunes ao insucesso, damos maior atenção aos pormenores que eventualmente possam querer indiciar algum sintoma de erro. Será possível que os outros queiram que vivamos a vida deles e nos castiguem por não conseguirmos ou querermos? Não só castigam como nos baixam ao limite do chão, fazendo-nos crer que não merecemos preencher o espaço que preenchemos. Viva o acto da libertação, um viva àquilo que mesmo depois de tudo será encarado como ingratitude!
É um mero retorno à vida!
Sei que estou em falta com o tema semanal! Espero não tardar muito. Já agora, o teu está muito fixe, uma vez mais! Beijinhos, *j*t*