sábado, 25 de junho de 2011

Reiki


Quero partilhar neste nosso cafezinho um fascínio recente: o Reiki.


Já tinha ouvido algumas poucas pessoas dizer que tinham sido iniciadas em Reiki, algumas explicando que se tratava de uma forma de relaxamento em que corpo e mãos podem ou não tocar-se; a descrição não me aliciou particularmente.


A oportunidade de experimentar surgiu pelas mãos do meu grande Amor. Literalmente. A admiração que nutro por este ser único e maravilhoso permitiu-me confiar e, de mente aberta, experimentar sensações maravilhosas, de preenchimento por uma vibração luminosa, de leveza, de Amor, de quase levitação, de visita a momentos e diálogos que nunca terei tido.


Assim, em Abril fui iniciada no primeiro de três níveis de Reiki. Não deixa de ser um pouco triste a surpresa e a excitação que senti, ao ver tão claramente que também eu poderia ser um canal desta energia de Vida pura. Como poderia não poder ser? Como poderia o Reiki ser selectivo?


Passando algumas definições desta Terapia Natural reconhecida pela Organização Mundial de Saúde: o Reiki pode ser definido como uma força espiritual invisível, uma vibração universal, uma técnica de cura espiritual e energética transmitida como ondas de rádio. Na prática, temos alguém que canaliza essa energia vital (Ki) e universal (Rei) através da imposição de mãos, sobre alguém que a recebe. Digamos que é um sistema de sintonização com a energia que nos rodeia.


A minha experiência, de apenas dois meses, está a ser muito significativa a nível pessoal. Se durante uma parte da minha vida me senti sozinha ou, infantilmente, abandonada pelo divino, agora estou religada ao sagrado ou ao meu lado espiritual. Outro dia, alguém com quem partilhava esta ideia me falou das “pegadas na areia”, lembrando que quando olhamos para trás e vemos apenas um par de pegadas, não fomos deixados sozinhos, fomos talvez pegados ao colo.


Seja como for, manifesto a minha gratidão e o meu profundo respeito por esta energia de Amor puro e incondicional, sempre disponível para ser evocada para todos os que estejam disponíveis para a receber.


Por Novembro.

sábado, 11 de junho de 2011

Não sei quem sou.

Não, não sei. Não me conheço. Não me sinto a ser eu faz algum tempo. Não sei quem é este ser que me acompanha diariamente, de sol a sol, que transpira o mesmo cheiro que eu, que se assemelha comigo nos reflexos dos espelhos e que me sinto a tocar esporadicamente. "Sinto-me sufocada, presa, encurralada e sem saber o que fazer para me libertar... e isso deixa-me nervosa, ansiosa e cheia de medo." Sabes a que estou presa? Estou presa ao presente, presa a um eterno retorno de palavras, gestos, situações e medos. E sabes onde começo a desconhecer-me? É na inércia, é na esperança absurda de que tudo mude e que eu me sinta preenchida e segura por dentro. Começo a desconhecer-me na falta de força para agir, para tomar uma atitude. Tenho medo, sabes? Tenho tanto medo... Vejo tanta coisa ao contrário, vejo tanta coisa que não concordo e tanta incoerência... E eu não sou assim, para mim há um princípio, um meio e um fim, há o correcto e o incorrecto, há o bem e o mal. Não consigo viver no intermédio, na zona cinzenta, na insegurança entre o que pode acontecer e o que vai mesmo acontecer, entre aquilo que é o que eu acho e o que os outros acham, entre aquilo que dizes, queres e sentes e aquilo que eu vejo que desejas e anseias. Receio que não seja a mim que queres, nem nas palavras, nem no corpo, nem no tempo. E eu? Será que é isto que eu quero? Não é e eu sei disso. Começo a ficar cansada de viver neste limbo, nesta corda incerta, que balança consoante o peso do meu corpo, conforme a minha destreza e equilibrio, quer físico, quer mental. Porque é que não pode tudo passar, tudo melhorar, tudo mudar, como muda a pele das minhas mãos, dos meus dedos, deixando por baixo uma face rosada, quase em carne viva. Mas não, ao contrário disso, percorres o meu corpo, criando um rasto de sangue, com cicatrizes que ficarão para mostrar ao mundo o teu caminho. Ao contrário disso, arrastas-te para dentro de mim, entrando pelos pequenos orifícios da minha pele, penetrando os meus orgãos, todos eles, sem excepção, e fazendo-os apodrecer, cheios de bolor, até à explosão. Mas está chegado o tempo, não hoje, e talvez também não amanhã, de te expulsar, qual fungo maléfico, do meu corpo, e recomeçar a viver.*j*t*

Tema Semanal: tu, Novembro

Sim, eu já sei, demorei séculos a vir aqui fazer a minha parte do trabalho. Acontece que, tenho que ser sincera, quando lancei o Tema Semanal estava (e continuo) à procura de mim própria, daí que a partir do momento que tu falaste de mim, fiquei tranquila! Que injusta que eu sou.

Mas aqui estou amiga, prontinha para falar de ti! És a minha melhor amiga, és a pessoa a quem conto as minhas dúvidas, os meus medos, exponho a minha vida sem qualquer receio. E porquê? Porque para além de sermos muito parecidas (comprovado pelos inúmeros Temas Semanais que, ao longo do tempo, têm vindo a completar nosso blog), tu és aquela pessoa que me ajuda a pensar, que me questiona e me leva a falar sobre aquilo que tenho em mente. És amiga, és exigente, contigo e com os outros, és organizada, és ciumenta e ligeiramente possessiva (ou não andasse um Escorpião a fazer as rondas no dia 3) e és uma pessoa com uma força enorme. Eu tive a oportunidade de te conhecer num Antes e num Depois. E perguntas tu: num antes e num depois de quê? Do amor. Não que este amor não existisse antes, mas acabou por morrer, porque não conseguiu estar a altura da tua exigência, da tua inteligência, da tua necessidade de protecção e ao mesmo tempo necessidade de te sentires Mulher. Agora és uma mulher tranquila, que está a conseguir organizar, aos poucos, a sua vida. Neste momento consegues separar o que é importante daquilo que é banal. Neste momento os esqueletos fantasmagóricos estão a começar a ser compreendidos e expulsos do armário. És uma mulher bonita, que gosta de se sentir bem vestida e limpinha, e muito dedicada à família e ao trabalho. Acredito que ainda vais conseguir ser muito feliz e sentires-te muito completa. E o que eu espero, do fundo do meu coração, é continuarmos lado a lado, a acompanhar-mo-nos e a ajudar-mo-nos a crescer mutuamente.*j*t*