De muita coisa se poderia falar: da paixão obssessiva, do amor incondicional, do ciúme cego, do carinho violento, do mau amor, da dor de amar, da crueldade presente nos beijos e nas palavras de quem ama, ou diz que ama, ou até mesmo da incapacidade inerente ao ser-humano de ser fiel, respeitador, altruísta e compreensivo...
De tudo, então! Que importância têm as palavras, se os gestos se mascaram de múltiplas duplicidades, mentiras e incoerências? Que importância têm os gestos, quando no fundo as palavras ganham a força de toques violentos, marcando a face de quem as recebe?
Crente, continuamente o confirmo, que somos seres direccionados para as relações, para o companheirismo, para a amizade e para o amor, afastando-nos continuamente da solidão. No entanto, acontece, amiúde, sermos confrontados com verdades e factos que nos fazem caminhar por dentro, em busca de erros que possamos ter cometido, palavras e/ou gestos repetidos que nos possam fazer passar por verdades e factos semelhantes! Não, até agora não! Mas na verdade, enquanto nos orgulhamos de nós próprios, por estarmos até aqui imunes ao insucesso, damos maior atenção aos pormenores que eventualmente possam querer indiciar algum sintoma de erro. Será possível que os outros queiram que vivamos a vida deles e nos castiguem por não conseguirmos ou querermos? Não só castigam como nos baixam ao limite do chão, fazendo-nos crer que não merecemos preencher o espaço que preenchemos. Viva o acto da libertação, um viva àquilo que mesmo depois de tudo será encarado como ingratitude!
É um mero retorno à vida!
Sei que estou em falta com o tema semanal! Espero não tardar muito. Já agora, o teu está muito fixe, uma vez mais! Beijinhos, *j*t*
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