sexta-feira, 6 de julho de 2007

A rectórica


Hoje, durante mais um dia de trabalho, de árduo trabalho, diga-se, tive um pensamento que quero partilhar... Vejo pessoas, de cara fechada, de semblante pesado, que olham quase com desdém para os outros, os iguais, no fundo. "E porquê?" pergunto eu, se não passamos todos, pelo menos aqueles que me fazem pensar nisto, de uma cambada de animais, em busca de algo, durante aproximadamente 80 anos, fazendo umas coisas pelo caminho, que até achamos graça, e no fim vamos todos para um sítio que ninguém, ninguém, conhece bem ao certo... Pergunto eu, então, a ti, porque olhas assim para mim? Porque me falas assim? E porque me fazes as coisas que fazes? Não percebo... Não percebo porque é que o sorriso não pode ser fácil; não percebo porque é que a palavra não pode ser fácil; não percebo porque é que o gesto não pode ser fácil; o beijo, o olhar, o tacto, o abraço, a lágrima, a entreajuda... Porquê? Para quê a tendência de complicar tudo aquilo que podia ser simples... O amor! Eu sei, eu sei, queridas fadinhas, i'm a dreamer! Ou talvez estejam só a pensar que só eu entendo aquilo que estou a dizer... talvez também possa ser isso! Talvez só cada pessoa, no fundo, se consiga conhecer e perceber a si própria! Até à senilidade, claro!

Enfim, talvez já tenham percebido que, uma vez mais, me sinto desiludida com o ser humano, apesar de me considerar uma acérrima defensora do animal complexo que somos! Desiludo-me porque vejo pessoas más, porque vejo a incompreensão, a incapacidade de reconhecer o erro, de falar e de sentir os outros! Mas somos todos feitos de quê, afinal?

Amanhã vou ter um dia muito importante na minha vida, talvez porque vou ter um papel importante na vida de outra pessoa que, por agora, é uma das pessoas mais importantes para mim! E amanhã vai ser outro dia de reflexão, com certeza! Depois trarei o rescaldo do acontecimento! A todas, *'s! *j*t*

Sem comentários: