Hoje apetece-me falar do bem, das pessoas, daquilo que elas merecem que façamos por elas! As pessoas são más, sim, é verdade! O homem é naturalmente mau, sim, eu sei! Mas e depois? E nós? Não somos também nós pessoas que fazemos sofrer os outros? Quer queiramos quer não (e por muito que não queiramos querer) muitas vezes somo injustos, inconsequentes, inconscientes, e tantos mais "ins" que poderia continuar a enumerar por aqui adiante! E quando de facto temos a imediata consciência que o fomos, como custa! Ui! Já o senti e o sentimento que fica é de pura vergonha ("como fui capaz?")... No entanto, ainda bem! Agimos, mal é certo, mas agimos e tivemos consciência da inconsciência do nosso acto! Parece-me bem... Noutras situações que se seguirem, semelhantes, já pensaremos melhor antes de falar, porque sabemos a vergonha que já passámos! :)
Em relação ao outros, ao "Outro", o que tenho a dizer é que, independentemente de sabermos que ele é mau, que mais cedo ou mais tarde ele vai pensar "nele", não em "nós", que vai ser ele próprio inconsequente e injusto para nós (nós que se calhar até lhe fizemos o bem), acho que não há nada melhor que ajudá-lo, naquilo que pudermos; não há nada melhor que fazê-lo sorrir, da forma que conseguirmos; e não há nada melhor que fazê-lo sentir-se a ele próprio, tocando-o para não se esquecer de que existe! O contacto, seja ele visual, verbal ou físico, ajuda-nos a nós e ao Outro. Todos precisamos de nos sentir vivos e ver alguém sorrir para nós, por nossa culpa, é algo tão ou mais gratificante do que uma palavra!
No fim, quando correr mal, quando mais nenhum sorriso surgir dos lábios que já um dia sorriram, nem mais nenhuma palavra bonita a acompanhá-lo, enfim... não faz mal! Saberemos que em tempos nos sentimos bem, que o "Outro" nos fez sentir bem e que também nós fomos parte dele... Não é que passem as pessoas, quando o nosso pouco é feito da passagem delas (Jorge de Sena, Noutros Lugares). *j*t*
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