Caras companheiras de tasca,
agora que já fiz as minhas pesquisas de emprego na net e já tratei de alguns assuntos da autoscopia aqui no computador da UTL, sobra-me tempo para dizer algumas baboseiras por aqui.
Ando assim um bocado estranha, resolvi um problema, mas tenho outros "em mente". O meu pai não me fala faz hoje um mês. Parece que ninguém la em casa está a dar muita importância a isso, tudo continua normalmente à excepção desse pequeno pormenor. Custa-me perceber isto. Portanto tenho andado a pensar em coisas antigas, situações passadas, e cheguei à conclusão de que preciso de ajuda para ultrapassar certas coisas, que por mais que eu negue, ainda me afectam... A falta de dinheiro é um travão.
Ainda não tenho emprego, e às vezes è difícil manter a perspectiva, às vezes sinto que devia desistir destes sonhos todos e arranjar a merda de um trabalho. Por outro lado, penso que na segunda feira já vou saber se o tal senhor da instituição me escolheu, pelo menos foi o que a minha colega disse, e ela acha que me vão escolher. Era muito bom, um grande ponto de partida, talvez aí fosse mais fácil ver a minha vida com optimismo. Muito bom mesmo é o facto de que eu vou ser titi em Novembro, tou ansiosa por começar a comprar montes de coisinhas, era fixe que fosse uma menina, para lhe comprar muitos vestidinhos e fitinhas. Será Inês se for menina, aceitam-se sugestões de nomes para rapazes; os melhores até agora são rodrigo, martim, afonso, diogo.
Agora vou ao curso, o que foi uma grande ideia da minha parte, tenho as tardes ocupadas o que é bom, e aprendo coisas giras. Jasmim: um abraço forte para uma grande mulher, vai tudo correr pelo melhor, vais ver.
terça-feira, 3 de abril de 2007
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2 comentários:
PARABÉNS!!! daqui a alguns meses vais ter mais um "título", vais ser tia de alguém :) É engraçada a forma como nos vamos dividindo e ocupando cargos diferentes, com nomes funçoes e tudo mais. Quanto aos nomes, nos últimos tempos conheci uma Inês que é optima pessoa (tamos bem encanhados portantos) e se for rapaz, na senda do que tem sido a rebuscagem dos nomes da realeza e do codigo postal da linha, voto em Martim ou Afonso :D
já me apeteceu tantas vezes fugir de casa (nada realista eu sei"mas tinha 14 anos), depois resolvi esperar até ter 18 anos e quando lá cheguei, até nem tava muito mal com os meus pais e, claro, COMO É ÓBVIO, não tinha dinheiro nenhum. o que me podia salvar era ir pa uma faculdade bem longe (fiquei numa para lá de perto)...
Ao longo dos anos houve alturas em que os odiei bastante e outras em que me aprecebi que irei sentir tremendamente a sua falta. Também me aprecebi que muitos dos traumas e das coisas que não consigo ultrapassar foram resultado da convivência como meu pai, coisas que nunca lhe vou poder dizer sem chorar...e eu não quero chorar à frente dele...as vezes que estou demasiado perto deles, demasiado exposta, são simultaneamente maravilhosas e assustadoras porque nunca sei o que vai acontecer a seguir. Já pensei em nunca mais chegar a esse ponto de vulnerabilidade, conseguiu por uns tempos...mas é inevitavel a cedência. A convivência faz com que cedamos. (ODEIO ISSO) o facto de estarmos dispostas a sorrir para alguém implica que também nos abrimos à possibilidade de que essa pessoa nos faça chorar.
De qualquer forma, se a rotina desaparecer por completo,se a capacidade e a vontade de sorrir desaparecerem creio que isso suprime ou controla o choro. O "buraco" vai sempre continuar lá, por preencher, mas vai estar arrumado (o L. não fala com o pai há alguns anos apesar de viver na mesma casa)..
BJ* não te digo isto muitas vezes, se calhar tenho de o dizer mais... Gosto muito de ti, e como eu existem mais um número bem significativo de pessoas :P *
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