domingo, 16 de setembro de 2007

É incrível o que poderíamos fazer, se não tivessemos que nos olhar ao espelho...

O nosso espelho e os dos outros! E quando digo espelho, poderia dizer consciência, que seria exactamente a mesma coisa... A nossa consciência das coisas, dos nossos actos, que nos limitam até mais não, que nos limitam e obstruem a vida... A consciência é como aquelas pedras num curso de um rio, que o faz desviar-se e criar pequenas ondinhas de luz, que, apesar de criar um efeito bonito, não permitem à água correr livremente, obrigando-a a um esforço maior do que o realmente necessário. Se por instantes conseguíssemos REALMENTE fugir dos olhos e dos pensamentos dos outros, com os seus desvios mentais e julgamentos! Talvez conseguímos ser mesmo nós, quem sabe? Talvez todos ganhássemos qualquer coisa com a inexistência desses espelhos móveis que nos perseguem, que nos acompanham, para onde quer que vamos e onde quer que estejamos. Mas todos nós também temos um bocadinho de culpa, em nos preocuparmos demasiado com eles. Eu faço por não me preocupar muito, a não ser quando sei que esses mesmos espelhos prometem magoar quem gosto! Aliás, sem ser por isso, sou eu em quase todos os momentos da vida. Sou tanto eu que por vezes até me assusto... Se por momentos desiludo alguém por aquilo que prometi ser, não tenho por onde fugir, for that was really me! O que acontece a seguir? Olha, prepara-te para a m/perda (estou na dúvida com a letra)! Mas e há maneira de conseguirmos não magoar o outro? Não... "Dizer o que é melhor de ouvir(*1)" nem sempre se consegue. E se não consegues dar mais, olha, paciência!
"If you have been rejected many times in your life, then one more rejection isn't going to make much difference. (...) Rejections are part of everyday life. Don't let them bother you. Keep reaching out to others. (...) Count the positive responses and forget about the rejections(*2)".*j*t*
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(*1) Ornatos Violeta.
(*2) Meeting people is easy, Radiohead.

1 comentário:

Novembro disse...

Acabei de to dizer pelo msn, mas prefiro deixar um testemunho. Concordo com o que dizes; e acrescento «o mais difícil é, por vezes, distinguir se o que fazemos é realmente porque queremos, ou se o fazemos para respeitar esses "espelhos"». Eu admito que sinto alguma dificuldade em delimitar o que sou daquilo que faço por consideração ao "outro".