quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A consciência da morte

Nos últimos dias tenho pensado sobre a morte. Acho que estou a ganhar a conciência de que sou mortal, de que é uma realidade que um dia vou deixar de existir. è muito estranho para mim conceber isto. Como pode ser algo tão bizarro?
"Penso, logo existo"? Não: penso, logo sou mortal.
Fui ao meu primeiro velório/funeral no mês de Novembro, e com esta idade penso que é uma sorte. Mas ao mesmo tempo, viver agora esta experiência, também ela bizarra, faz com que esteja a processar a situação de uma forma menos conformada, mais crítica.
Acredito em Deus, acredito que de algum modo somos demasiado complexos para evaporar simplesmente. E penso naquela que se foi. A biologia e o seu reinado levaram a melhor. Penso com receio, por identificar uma situação pela qual vou passar: deitada num caixão, sem conciência de mim, pessoas que quase não conheço a atirarem terra fria para não me verem nnunca mais, e finalmente poderem seguir com as suas vidas.

1 comentário:

Anónimo disse...
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