Caríssimas, sinto-me honrada por iniciar esta nova dinâmica do nosso blog, tanto com a escolha do primeiro tema, como com a primeira "postagem".
Para mim a pior invenção do mundo não é algo que me tenha tirado o sono, em que me tenha detido por várias horas. Aliás, fiz o percurso inverso: primeiro a escolha, depois a desicão de o aplicar no blog a um tema.
A pior invenção da humanidade terá de ser algo que seja inventado pelo homem. Logo aqui, ficam por terra os tremores de terra, a menopausa, a morte, a diarreia, etc. Tudo o que tenha sido inventado por Nosso Senhor.
Terá de ser algo que tenha inerente uma dificuldade, seja na sua utilização, seja no seu afastamento. Algo que seja por um lado, complexo, nunca poderia ganhar um primeiro lugar, pois que o inventou sabe manusea-lo, e com certeza, haverão uns tanto pacóvios-cromos que também o saberão.
Assim, a pior invenção para mim é: o relógio. Inventamos algo que nos diz que o tempo está a passar, que deixamos ir pelo cano 20 minutos à espera do autocarro, 20 minutos em que estamos sem rugas, num dia que nos pode estar a correr bem... Se o pior pesadelo do homem é morrer, deixar de existir, então o relógio vem para nos dizer e para nos lembrar de que o tempo passou, que cada minuto que estamos a viver está a passar. Não se detém por nada, nem com choro, nem com risos, nem com cataclismos: o tempo não pára, e o seu medidor fomos nós que o inventamos.
É de facto a pior invenção, principalmente pela impossibilidade real de eliminas este objecto das nossas vidas. Tudo depende dele, tudo começa quando ele diz.
É assim, o relógio.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
Tão bunito, desicão está tão bem escrito...
Enviar um comentário