segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Terapia do Amor, por Novembro

Este tema é um paradoxo: ao mesmo tempo que é bastante complexo, todos experienciamos o amor por alguém, ou pelo menos o afecto. Então toca lá de fingir certezas (quando a imprevisibilidade é uma característica inerente à natureza do amor).

O que é o amor? Segundo a Wikipédia, amor é “Vínculo emocional com quem seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação”. Ou seja, a primeira condição é a de que haja uma forte ligação a alguém; uma segunda condição é a troca, essa pessoa deve ser capaz de nos amar de volta motivando-nos para manter essa relação; a terceira condição, é a de que o amor deve ter alguma duração no tempo. Concordo com estas ideias: uma relação pressupõe uma comunicação bilateral e um interesse mútuo; não basta o sentimento…

O que é que ele nos deve dar? O amor deve dar-nos o que quer que nos falte. Segurança se nos sentirmos inseguros, estabilidade se nos sentirmos instáveis, dinamismo se nos sentirmos na rotina. Se bem que esta resposta podia dar-nos o que pensar: então se o que me faltar for dinheiro? É preciso especificar: o que quer que nos falte ao nível das emoções e relações.

Será que nos deve tirar alguma coisa? Deve tirar-nos os caprichos e ensinar-nos regras de boa convivência, e ensinar-nos a noção de espaço social e pessoal.


O que é que não pode ser amor? Não pode ser amor algo que nos magoe mais do que nos faz bem. Não pode ser amor alguém cometer crimes contra nós.

Será que o amor também nos pode magoar? Acho que as nossas expectativas e deslumbramentos desfasados em relação ao amor nos podem magoar. Nós somos pessimistas, falíveis e imperfeitos, nada é isento de alguma insatisfação.

Quando saber o que é o amor? Quando o lado da balança que pesa mais é: as coisas que gostamos de fazer com essa pessoa, as coisas em comum, os sentimentos e as reacções fisiológicas boas que essa pessoa provoca em nós, se nos torna uma pessoa melhor.

Esta é a pergunta mais difícil de responder. A resposta está dentro de nós, mas também está de fora, dentro do “outro”. Acho que não existe uma forma de ter a certeza absoluta de que é amor, e é nisso que reside a sua beleza.

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