sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A primeira dúvida

Talvez por ter chegado ao fim das minhas férias do trabalho, ou por estar sentir o Inverno tão próximo, ou porque a realidade se apresenta mais clara, começo a sentir o peso deste "nós".

Sinto-me presa às cedências que tenho feito. Vejo agora que tenho aceite "só por mais este dia", ou ir para casa mais cedo, mas esses dias têm-se vindo a suceder frequentemente, e se pensar com rigor há coisas que não faço há vários anos.

Queria poder aproveitar o que me parece ser o ultimo fim-de-semana de verão, ou ir ao jantar para o qual fui convidada hoje, mas ele tem outros compromissos...

Acabo por ser sempre eu a ceder, como se ele tivesse um livre-transito da utilização do nosso tempo.

Eu sei que não tem de parecer "que somos siameses" (frase que aliás me magoou pelo contexto em que foi dita), não é de todo essa a ideia. Mas ceder não deveria ser apenas deixar-me sozinha se eu não quiser acompanhá-lo, seria poder decidir para onde vai o "nós", sendo que o voto de cada um deveria valer o mesmo. E o pior é que não me parece que a minha recusa em ir fosse assim tão bem aceite.

Será que vai ser assim sempre? Será que vai piorar? E quando tiver filhos?

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