quarta-feira, 16 de abril de 2008

Seis perguntas. Seis dilemas. Seis... respostas?

Aqui está a resposta ao tema proposto pela chazinha! Desta vez sem atrasos significativos. Devo admitir que são perguntas complicadas. Quando tiveres uma varinha de condão e eu acredite que seja mesmo possível escolher entre os dilemas expostos, talvez as minhas respostas sejam completamente diferentes.

1*) Por amor serias capaz de mudar-te para um país distante, deixar a família e os amigos... para sempre?

Não sei responder a esta pergunta... Sabemos que em princípio vamos ter de criar a nossa própria família e nos desvincular um pouco daquela em que nascemos. Mas apesar disso, nenhum amor surge com garantia. Acho que sou muito ligada aos espaços e às coisas, e que não conseguiria cortar o cordão umbilical. Mas quem sabe, às vezes surpreendemo-nos com nós próprios.

2*) Se tivesses de optar, preferias ter sucesso profissionalmente e uma vida pessoal pouco estimulante ou vice-versa?

Vida pessoal estimulante, isto sem dúvida. Apesar de viver muito o meu trabalho, acho que a vida pessoal é aquilo que nos define, quando pensamos nos marcos da nossa vida são os aspectos pessoais que nos identificam em primeiro lugar. Se calhar se a minha vida profissional não fosse tão exigente, teria mais tempo para cuidar de mim, dos meus amigos e familiares, e de fazer outras coisas que gosto.
Humm…. Mas espera lá, se a pergunta é em relação a dinheiro, temos que rever esta resposta! É que sem um salário como deve ser a vida pessoal não pode ser estimulante para sempre, comer açorda todos os dias dentro de uma barraca, com um homem malcheiroso e putos cheios de piolhos…. Humm… Dá que pensar!

3*) Aceitarias passar um mês num paraíso natural (com abrigo e comida, mas não verias absolutamente ninguém)?

Um mês? Acho que não de que serve ver as estrelas, tomas banho no mar, comer comidas exóticas, e não ter ninguém com quem partilhar? Somos animais sociais acima de tudo; não acho que enlouqueceria, mas ia ser muito difícil usufruir desse paraíso natural.

4*) Gostarias que o teu namorado/cônjuge fosse mais inteligente e atraente do que tu?

A minha primeira resposta foi de imediato “não”! Mas pensando bem, pessoalmente é uma coisa em que penso. Com isto não quero dizer que o meu “bikemen” não seja inteligente e atraente: acho que estamos os dois no mesmo patamar.
Se apesar de ser inteligente e atraente continuasse comigo, então porque não aproveitar essa dádiva de Deus, tornar-me eu própria mais culta e usufruir de uns abdominaizinhos todos definidinhos? Ai ai…

5*) Se os teus amigos estivessem dispostos a dizer-te, directa e honestamente, o que realmente pensam de ti, querias que o fizessem?

Sem a menor dúvida que sim. Mesmo que isso me perturbe, sempre preferi saber, às vezes chego a ser chata e insistente. Eu sei que muitas vezes acaba por nos influenciar, mas sem dúvida que queria saber. Aliás, quero. Ser calhar o meu próximo tema é “ Composição sobre as colegas do blog: características, qualidades e defeitos”.

6*) O que preferias: uma vida louca e turbulenta, cheia de alegria, tristeza, paixão e aventura ou uma vida feliz, segura e previsível, sem grandes emoções nem flutuações da sorte?

Acho que esta pergunta tem muito a ver com a número dois. É uma pergunta muito difícil, sem uma resposta curta, definitiva e objectiva. Eu quero uma vida louca, cheia de alegria, paixão, feliz e mas segura.
Eu sei que a segurança muitas vezes causa em nós uma sensação de deja vu, de que já conhecemos a nossa rotina, mas também é importante para mim ter alguma segurança para conseguir gozar alguma loucura dos dias.
Mas quero muita paixão e momentos felizes, o sal da vida… Para quê viver sem anos cem anos de peixe cozido se podemos viver noventa anos de lasanha?


Agora sou eu, não é? Já tenho os neurónios a trabalhar!

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