sábado, 20 de setembro de 2008

Tema Semanal: Terapia do amor (1)

Fui eu quem propôs este tema e não sei como iniciá-lo! Com o passar do tempo, desde que o propus, ele vai-se tornando cada vez mais difícil de responder!

O amor é considerado um sentimento mas eu prefiro considerá-lo um modo de vida. Como é que um mero sentimento pode ter tanto que se lhe diga, pode ter tanta força, pode mudar tanta coisa e ter tantas teorias? É um modo de vida, é um modo de estar, de agir e reagir, de pensar, de nos mudarmos e mudarmos os outros (ou tentarmos)! Queria acreditar que de facto o amor é capaz de tudo, mas depois de ler o tal artigo que mencionei no lançamento deste Tema, pensei nesse assunto de outra forma! Será que aquilo que fazemos por amor é demais do que aquilo que devemos fazer? Será que perdoamos o que não devíamos porque podemos estar a criar um amor doente? Será que o amor que temos é saudável ou está ele camuflado de vícios, hábitos ou dependências? Muito já se falou do Amor e quase sempre há uma linha condutora que nos direcciona para a calma, para a razão e para a compreensão... Por algum motivo será! E não é à toa que nos surgem amiúde artigos como este! Falo de um artigo que aconselha à ajuda profissional para nos livrarmos da falta de amor, que fala das mulheres mal-amadas, em que quase nos sugerem a tirar um Curso Superior das Tecnologias Aplicadas e Relações Humanas cujo Fundamento é o Amor! O amor deve dar-nos exactamente aquilo que precisamos para nos sentirmos bem, mas e se já esse aparente bem-estar é ele criado e adaptado, ou seja, não estaremos nós adaptados a uma situação por habituação?
O amor, esse tal modo de vida de que falo, completa-nos de uma forma como qualquer outra coisa não consegue, julgo eu! Nem o dinheiro, nem o trabalho, nem os amigos (cujo amor é diferente, entenda-se), nem a família, nem os hobbies! Precisamos de nos sentir amados por alguém, um único alguém, que de facto nos queira, claro! Que nos quer, nos espera, nos compreende e nos admira! "Podemos sentir-nos sozinhos mesmo quando rodeados de gente, simplesmente pelo simples facto de não sermos os únicos de ninguém!" O amor, no fim de contas, é uma certa forma de dependência, apesar de, até certo ponto, ser uma dependência positiva! É claro que tudo isto tem contrapartidas, pois nada na vida é simples e linear, depende muito do ponto de vista do utilizador! Não será que com o tempo deixamos de ser nós próprios para nos transformarmos num personagem, apessoado, fruto de cedências que possivelmente não deveriam existir? Se calhar devíamos todos tirar um curso na Arte do Amor (e não de Amar) antes mesmo de entrar para o 1º ciclo da vida académica! É que ando mesmo a ter dificuldades em responder a determinadas questões! Será que os meros esquecimentos não se revestem de falta de respeito? Será que a distracção não se camufla de indiferença? Ando mais atenta do que nunca, diria mesmo chata até! Ando inclusivamente de mau humor! Acho que vou mesmo acusar a revista Saber Viver de qualquer coisa, tipo atentado à minha saúde mental e ainda pedir uma indemnização pelas dores de estômago!
Novembro, espero que tenha sido mais fácil para ti, já que tu não leste o que eu li! lol *j*t*

1 comentário:

Novembro disse...

Em primeiro lugar, estás proibida de gravar coisas nos rascunho; eu postei primeiro, e a data do teu post agora dá a entender que a coitada da chazinha ainda esperou dois dias pelo meu post! Ai ai ai...

Em segundo lugar, gostei muito de ler o que escreveste, como sempre consegues materializar através de palavras ideias e sentimentos confusos.

Para mim, as cedências são parte essencial do amor. O amor implica adaptação, e acho que não é possível ter uma relação saudável sem aceitar que "o outro" é suficientemente importante para que mudemos algo em nós. Mas não devemos mudar algo que nos defina; se "o outro" precisa que mudemos algo que não é um defeito mas sim uma característica, então penso que é imprescindível repensar a relação.