Ouvi recentemente num estudo americano que a maioria dos divórcios acontece porque cada uma das partes do casal deixa de ter interesse no que a outra pessoa tem para dizer e então, por isso mesmo, deixa de fazer sentido estarem juntas. No fundo isto faz sentido, mas não será mais que isto? Não serão os jeitos do outro que deixam de ser engraçados para passarem a ser enervantes? Não será a teimosia do outro que deixa de ser caracterísitica para passar a ser uma parte importante no desentendimento entre ambos? Não será ainda que a rotina retire os momentos mais importantes num casal, nomeadamente a admiração mútua, o orgulho, o desejo e o tempo para se (re)conhecerem a cada dia que passa? A verdade, sinceramente, não a conheço. E o que é verdade para mim, pode não o ser para outras pessoas. A única coisa que sei é que afinal há coisas mais fáceis de acontecer do que aquilo que eu julgava. E reconheço agora que há todo um Mundo paralelo ao meu que desconhecia e ao qual não pretendo pertencer. Desse Mundo tive conhecimento da pior maneira, não directa, mas indirectamente: quando na rua temos o que em casa não há tempo e damos por nós a pensar se afinal poderíamos ter mais do que aquilo que temos. Isto não é muito grave, mas indicia que algo está errado. É claro que jamais me deixaria iludir por determinadas situações, mas a verdade é que me deixou pensativa.*j*t*
terça-feira, 1 de junho de 2010
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