Devo confessar que quando lancei estas perguntas para Tema da Semana já sabia que, apesar de virem camufladas de perguntas banais, quando lidas pela segunda vez, se vão tornando mais difíceis de responder! Daí o desafio! Talvez não vá dar a nenhuma delas uma resposta conclusiva, final, directa e absoluta, mas vou com certeza pensar sobre elas! Aqui vão:
1) Por amor seria capaz de muita coisa, muita coisa mesmo! Sou-o todos os dias, 24/7! No entanto, mesmo no amor, teríamos que calcular os prós e contras! Mudar-me para um país distante, por amor e com amor, não me causaria qualquer transtorno! Eu própria pensei fazê-lo "sem amor", a não ser o "amor próprio", portanto... No entanto a pergunta termina com o "para sempre", que lixa qualquer tentativa de resposta politicamente correcta! Será que esse para sempre não era livre? Será que por razões de saúde não poderia voltar? Será que eu própria não poderia receber visitas dos meus familiares e amigos? Se a estas perguntas a resposta fosse não, seria obrigada a perguntar: então e o meu amor aos meus pais?; então e o meu amor ao meu sobrinho?; então e o meu amor à minha irmã e ao meu cunhado?; então e os meus amigos? Saberia eu de antemão que seria para sempre? Bem, sem o saber, mudar-me-ia, por amor, para um país distante (há sempre alguém que tem de ceder nestes casos, e porque não eu?). No entanto, sabendo que seria para sempre, de forma voluntária e consciente, acho que o faria também! Se fosse "para sempre", e estando consciente e livre, é porque apesar de sentir a falta, me sentia preenchida! O amor tem a capacidade de nos fazer sentir preenchidos e satisfeitos e a verdade é que toda a gente se sente sozinha só por não ser a única de alguém e, neste aspecto, acredito que o amor é capaz de colmatar muitas necessidades e problemas!
2) Apesar de passar 8h a trabalhar e só ter 3/4h por dia de vida pessoal, acho que preferia ter uma vida pessoal com mais sucesso do que a vida profissional! Ter uma casa, saúde, amor, amigos, é muito mais estimulante do que ter um patrão que gosta de nós, do nosso trabalho! Até porque se formos bons profissionais, mas ninguém o reconhecer (acontece tantas vezes), nós sabemo-lo e somos, com certeza, melhores pessoas a nível pessoal! É bom que fique clara uma coisa, não estaria disposta a trabalhar como varredora de lixo, separadora de lixo reciclável ou cozinheira no MacDonald's! Que me perdoem estes profissionais, mas com empregos destes não se pode ser feliz nas 3/4h que restam do nosso dia, caramba!
3) Epa, não sei! Na semana passada estive com amigdalite, dois dias fechada em casa, mais dois dias esta semana e já me estava a passar! No entanto, como dizia Fernando Pessoa: "primeiro estranha-se, depois entranha-se"! E vemos agora que a Coca-Cola é a bebida mais conhecida do Mundo! Portanto, com abrigo e comida providenciados, talvez a coisa até se passasse! Bem, vinha de lá com um bronze... e talvez até atlética (não haveria ursos, nem cobras, nem aranhas, pois não?).
4) Esta pergunta é um bocado estupida, não é? Perguntando que outra forma, querias ser mais feia e mais burra que o teu namorado? Para quê? Para ele ao fim de um mês perceber que és burra que nem uma porta, cheiras mal que nem um texugo (os texugos cheiram mal, não cheiram?) e que és feia que nem um caniche? Não me parece nada bem! A inteligência é relativa, mas em relação à beleza, acho que temos tendência para ficar orgulhosos do outro, por ele ser bonito, inteligente, atlético, sei lá! O ciúme existe quase sempre que existe amor, portanto seja o outro atraente ou não, nunca devemos tomá-lo como certo e devemos ter ciúmes por saber e ver que o outro "atrai" olhares e/ou atenção de alguma forma! Não gostaria que ele fosse mais bonito que eu, nem eu mais bonita que ele. Gostaria que tudo fosse harmonioso! Quantas vezes não viste já um casal em que um é mais feio que o outro e nenhum dos dois é bonito? Há sempre alguém para qualquer pessoa!
5) Sinceramente não sei se seria boa ideia! Mas ao mesmo tempo não vejo qual seria o problema... eu, pessoalmente, falo abertamente com os meus amigos, por isso não teria qualquer problema em falar-lhe sobre a "verdade das coisas". Ao fim de tantos anos de convivência, conversas e descobertas juntos, acho que não haveria nada que não pudesse ser dito. Apesar disto, e como li esta semana numa revista: "a verdade transforma as palavras em facas". Algum de nós poderia estar mais vulnerável e poderíamos ferir-nos uns aos outros, com verdades que não são assim tão importantes, pois, no fundo, cada ser é como é e existem certas características que não são impediditivas de uma boa relação de amizade!
6) Acho que de todas esta é a mais difícil... Não há nada que não precise de tempo, de paz (interior) e segurança para crescer! Como tal, a vida, para decorrer, também precisaria disso! Até porque um "quê" de previsibilidade nunca fez mal a ninguém, pois é daí que nasce a confiança e a cumplicidade que nos liga uns aos outros! Porém, às vezes é preciso que venha um pouco de vento para fazer transportar de uma planta para a outra as sementes próprias para a fecundar ou um passarinho maroto que, de forma imprevisível, faça esse papel! Como acho que ambas as opções têm coisas boas, faço assim: junto tudo e começa assim a pergunta: Gostaria de ter uma vida louca... (...) ... nem flutuações da sorte? Sim! *j*t*
1 comentário:
Será que somos parecidas ou previsíveis? Meus Deus!
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